… E então, o cristão copta me mostrou a cruz que está tatuada em seu pulso. Sua esposa e filhos também são marcados por uma cruz. Está lá para todos verem. Marcado para a vida, desde o seu batismo. É uma tradição que remonta a vários séculos, embora suas origens sejam um pouco obscuras.

Alguns afirmam que remonta ao século 8, quando os monges começaram a adornar seus braços com símbolos cristãos. No entanto, outros afirmam que foram os conquistadores árabes do século VII que começaram a reforçar a prática quando um cristão se recusou a se converter ao islamismo.

Alguns cristãos no Egito dizem que ter as tatuagens gravadas em seus pulsos ou mãos também é “uma maneira de sentir a dor que Jesus sentiu quando foi crucificado”.

O cristianismo nasceu da dor no Egito, sua mensagem de esperança banhada em sangue. Os cristãos coptas se orgulham da perseguição que sofreram em 8 de maio de 68 dC, quando seu Patrono São Marcos foi morto na segunda-feira de Páscoa, depois de ser arrastado pelos soldados romanos pelas ruas e becos de Alexandria.

Quando os egípcios chegaram aqui (na Europa) vimos a tatuagem que cada um tinha no pulso. Nós perguntamos o que significava para eles. É uma maneira de nos identificarmos como cristãos, para outros egípcios que abraçaram a fé em Cristo, mas também é um meio dos perseguidores saberem quem são os discípulos de Cristo. Todos os dias os cristãos são mortos em seu país, disseram nossos amigos. Custa caro ser discípulo de Cristo em alguns países. 

(Conforme relato de um missionário trabalhando  na Europa)