Referendo no Curdistão

Nesta segunda-feira, 25 de setembro, o povo curdo do norte do Iraque foi às urnas em um referendo altamente polêmico sobre a possibilidade de separação da República do Iraque e criação de seu próprio estado independente. Espera-se que passe de maneira esmagadora.

A maioria dos governos mundiais, porém, se opõe ao referendo. Eles vêem o movimento dos muçulmanos sunitas da província do Curdistão como inoportuno, complicando desnecessariamente uma situação geopolítica já altamente volátil no Oriente Médio. Especialmente inflexíveis contra o movimento são os líderes xiitas em Bagdá e Teerã, bem como o governo turco, que odeia os curdos com uma vingança.

É  bom nos lembrarmos que:

  • Aos curdos foi prometidos um estado próprio depois da Primeira Guerra Mundial pelos aliados ocidentais que derrotaram o Império Otomano – mas essas promessas nunca foram mantidas.
  • Desde então, os curdos sofreram genocídio sob Saddam Hussein e numerosas atrocidades por outros déspotas regionais.
  • Ao longo do caminho, os curdos demonstraram-se aliados fiéis e fiéis dos EUA e do Ocidente.
  • Eles ajudaram o Ocidente a lutar efetivamente contra o Estado islâmico na Síria.
  • Eles receberam milhares de cristãos iraquianos, Yazidis e outras minorias quando fugiram do genocídio ISIS.
  • Além disso, eles têm vínculos comerciais e de inteligência estreitos e de longa data com  o Estado de Israel – de fato, Israel é o único governo que apoia abertamente a independência curda – e pode ser um aliado na processo de paz no Oriente Médio.

O referendo que os curdos redigiram não é perfeito. De fato, em alguns aspectos, é exagerado. E sim, isso irá complicar as questões diplomáticas na região. Todavia, ao invés de se opor, os poderes dos EUA e do Ocidente deveriam estar trabalhando com curdos e líderes regionais para negociar uma conclusão pacífica e razoável, que dê aos curdos sua independência, mas assegura que eles sejam parceiros de cooperação na segurança e economia da região.

Os curdos têm sido pacientes durante a maior parte de um século, enquanto o mundo continua a vetá-los. Já é suficiente. É hora de apoiar a sua oferta de autodeterminação. Se não agora, então quando?

FONTE: Joel Rosenberg

 

2 Crônicas 7:14

Muitas igrejas no Brasil estão tendo um período de 40 dias de oração e jejum, neste mês, pelo país.  Nestas ocasiões sempre recorremos a 2 Crônicas 7:14 pra incentivar o povo a orar. Certamente o texto mencionado é apropriado nestes dias. Pensando nisto traduzi algo que nos foi enviado pelo David F. que é um irmão judeu messiânico, que conhecemos nos últimos anos quando visitamos a Polônia.

Apesar dele ter se dirigido a um público específico, formado por poloneses, judeus e alemães, creio que a mensagem é importante pra todos aqueles que fazem parte do Corpo de Cristo, não importando sua nacionalidade.


“As ações de 2 Crônicas 7:14 são chave para alcançarmos nosso próprio povo. Se não espalharmos a mensagem de 2 Crônicas 7:14 sobre humilhação, oração e busca de Deus, quem irá? Não há mensagem de que a Alemanha, a Polônia e Israel (e o Brasil também) precisem prestar atenção, mais do que esta. Esta é uma mensagem antiga, escrita há cerca de 2.500 anos. No entanto, ainda é tão importante para nós “.

E é um verso interessante. A palavra hebraica para “se humilhar”, vayikana, é a primeira palavra do verso. Ela significa render-se, desistir, saber que não temos motivo para o orgulho humano. Nosso propósito é viver apenas em Deus. Nossos três povos, poloneses, alemães e israelenses, não têm para onde ir.

“De acordo com 2 Crônicas 7:14, o nome de Deus, Sua reputação, recai sobre nossos ombros. Somos chamados a “entregar-nos” a Ele e então “buscar o Seu rosto”. Qual é o “rosto” de Deus? No Heb. significa “partes internas”; a palavra “face” em Heb. significa “interno”, por que nossas faces foram criadas pra mostrar quem somos por dentro.

“A Bíblia não oferece esses versículos como uma opção para os seguidores de Deus. Muitas vezes tomamos como opção. Muitas traduções em inglês e português leem: “se meu povo que se chama pelo meu nome se humilhar e orar …” essa palavra “se” não está no texto bíblico original. Não há ‘se’ aqui! A palavra hebraica usada é literalmente “e”; então diz: ‘E meu povo, que se chama pelo meu nome”. Nós somos as pessoas que invocam o Seu nome, somos as pessoas que se humilham e o buscam. Este chamado caracteriza-nos – judeus, alemães e poloneses, que amam nosso Santo messias Yeshua*. Nossa identidade é como aqueles que invocam a Deus, se humilham e o buscam. Isso é quem somos “.

(*) Yeshua, é a palavra hebraica pra Jesus.

(David F.)

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