O livro de Ester e as lições de Purim para os nossos dias.

Começou hoje, em Israel, a comemoração do Purim. E para celebrar, compartilho aqui com vocês, um excelente texto que traduzi de algum tempo atrás. O autor é o irmão Piotr, da Polônia.

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Os Rabinos ao interpretarem o Livro de Ester compreendem o significado oculto do nome Ester como uma sugestão de estar Deus trabalhando em segredo. Além disso, Ester em si mesma é um segredo. Apenas Mordecai sabe quem ela realmente é. Haman não sabe, nem mesmo o rei Xerxes. No Livro de Ester 2:20 lemos; “Ester, porém, não declarava a sua parentela e o seu povo” seu contexto familiar, nacionalidade e religião.

Nada do que finalmente acontece é revelado até o último momento. O Livro de Ester é, portanto, um livro de coisas escondidas, incluindo não só a ocultação do próprio Deus, como também o ocultar da origem de Ester. 

Às vezes as obras Deus podem estar escondidas naquilo que as pessoas chamam de coincidência. Mas Deus está presente até mesmo no meio da maior turbulência, Ele existe e está ativo, embora pareça que Ele não esteja lá. Se sua face não pode ser vista, isso não significa que suas mãos não estejam trabalhando.

O feriado do Purim é o último feriado religioso do calendário judaico e simboliza, até mesmo de uma maneira profética, o que está por vir no fim dos tempos. Para nós, os crentes das nações, uma interpretação messiânica do texto bíblico, e especialmente as festas descritas na palavra de Deus são extremamente profundas e importantes.

A partir dessas interpretações Ester é comparada com a Igreja, como a Noiva se preparando para seu encontro com o rei, que é Jesus, o Messias de Israel. Ester só veio a entender sua vocação real quando a nação de Israel estava em tal perigo. Talvez antes ela tenha vivido uma vida segura e luxuosa, nem mesmo revelando sua nacionalidade e religião. Mas chegou o dia e a hora, quando seu tio, Mardoqueu, a chamou e avisou: “Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?”

Hoje, talvez mais do que qualquer outro momento da história, a Igreja carrega a responsabilidade pela nação de Israel. Ester estava bem ciente do fato de que seu destino era dependente do destino desta nação, da qual ela tinha sua origem. A Igreja, querendo ou não, também tem uma relação profunda com a nação judaica e não podemos simplesmente separar nosso destino do destino desta nação.

Nós muitas vezes citamos as palavras maravilhosas escritas em 1 Pt. 2: 9

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

Nos momentos em que esta nação é ameaçada nós não podemos simplesmente descansar em nossa posição real e pensar que seu destino não nos diz respeito, ou que o mal contra o qual eles lutam não nos alcançará, não chegará até nós. Nós temos que entender que o mesmo mal que quer destruir Israel também nos ameaça e vai querer nos destruir.

Já há mais de cinco meses Israel novamente está lutando sob uma forte onda de ataques terroristas. Alguns observadores têm chamado esses eventos de “ Intifada das facas”. Ao mesmo tempo em que Israel luta contra a ameaça mortal e luta por sua vida e bem-estar, o mundo assiste e permanece em silêncio, às vezes até mesmo culpando Israel pela situação existente. Enquanto o terrorismo é condenado e combatido em outros países, Israel, que experimenta o mesmo terror islâmico mais do que ninguém, vê as nações do mundo amarrar suas mãos, como o secretário Geral das Nações Unidas ao dizer que (o que está acontecendo) é uma reação natural à ocupação israelense.

Será que nós, como representantes de várias igrejas, permaneceremos em silêncio e passivamente concordando com o que está acontecendo com a amada nação de Deus? No passado, a nação judaica pagou um preço alto demais devido ao silêncio do mundo e da Igreja. O que vai acontecer desta vez? Será que vamos extrair as conclusões corretas do passado não tão distante? As respostas devem vir do coração de cada um de nós.

Estamos vivendo em tempos críticos, quando, por causa da nossa vocação real, devemos nos posicionar do lado de Israel. O recurso e declaração de Mordecai se aplica de forma muito clara para nós hoje; Quem sabe se não foi para um momento como este que chegaste a esta posição real?” (Est. 4: 14b)

Nosso chamado real neste momento específico nos obriga a olhar novamente para rainha Ester, que depois um período de anonimato e silêncio, estava pronta a sacrificar sua própria vida pra salvar esta nação.

Ester cumpriu o papel de mediador e porta-voz da nação que estava condenada à destruição.

Se olharmos novamente a Ester, vemos que a sua intervenção foi precedida de jejum e oração.

O grande amor que o rei, sem dúvida, tinha por ela não a liberou de sua missão de levar a cabo a salvação de sua nação. Sem dúvida nós como a Igreja, nos alegramos por causa do grande amor do nosso noivo, o Rei e Salvador Jesus, mas será que isso nos libera de nossa vocação de interceder em oração e jejum pelo o Seu povo escolhido? Ester, através de sua total determinação e ação prática influenciou toda a história de sua nação.

Infelizmente, nascemos em países onde o espírito de Haman (anti-semitismo) continua ainda vivo. Temos ingenuamente esperado que o mundo venha a lutar contra a contínua renovação de anti-semitismo e ódio contra Israel. Temos de admitir, com tristeza e decepção, que não temos aprendido nada da história. Quando pensamos sobre o Holocausto podemos perguntar a nós mesmos; Onde estavam os Mordecais e Esters naquele momento? Infelizmente, eles estavam faltando e em vez de Purim o Holocausto ocorreu.

A chamada real de Ester era não permanecer em silêncio e de forma prática ficar do lado de sua nação. Nosso chamado real também é de não permanecer em silêncio;                    

“Ó Jerusalém! Sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite se não calarão; ó vós que fazeis menção do Senhor, não haja silêncio em vós, nem estejais em silêncio, até que confirme e até que ponha a Jerusalém por louvor na terra.” (Isaías 62:6,7 ARC)

Permanecer em silêncio é mais confortável, mas por quanto tempo?

Tomar medidas sempre nos custa alguma coisa, mas precisamos nos lembrar de que vale a pena ser obediente aos comandos de Deus com a mesma determinação que a rainha Esther tinha; “Eu irei ao rei, ainda que é contra a lei. E se eu perecer, pereci. (Est. 4: 16b)

Shalom from Oświęcim (Auschwitz)

Piotr Borek

Ensaio geral em Jerusalém

Pelo menos 47 líderes mundiais voaram para Israel e subiram para Jerusalém, onde participaram da comemoração do 75º aniversário da libertação do campo de extermínio nazista de Auschwitz / Oświęcim em 27 de janeiro de 1945, pelo exército vermelho.

Jerusalém é a “cidade do grande rei” (Salmo 48: 2). YHVH “ama mais os portões de Sião do que todas as habitações de Jacó” (Salmo 87: 2). Um dos nomes de YHVH é “YHVH que escolheu Jerusalém” (Zacarias 3: 2). A cidade tem um enorme significado espiritual e geopolítico. Mas, existe algum significado nesta reunião solene de governantes do mundo?

Antissemitismo, nunca mais?

Os objetivos desta reunião, o 5º Fórum Mundial do Holocausto, são multifacetados – movimentando a memória de um mundo esquecido; semear esforços educacionais que inoculariam sociedades contra o genocídio antijudaico ressurgente; consolidando um esforço internacional unânime para bloquear a aquisição de armas atômicas assassinas pela República Islâmica do Irã.

G.W.F. Hegel disse uma vez: “Aprendemos com a história que não aprendemos com a história”. A conscientização do Holocausto judaico não impediu atrocidades genocida desde então, seja no Camboja, Ruanda ou Síria / Iraque. A educação não é uma panacéia ou uma bala mágica que minará a força demoníaca do ódio aos judeus. Existe uma raiz espiritual aqui, como o meio-irmão de Yeshua-Jesus, Tiago, nos diz: “Qual é a fonte de brigas e conflitos entre vocês? Não é a fonte de seus prazeres que trava guerra em seus membros? Você deseja e não tem; então você comete assassinato. Você é invejoso e não pode obter; então você luta e briga ”(Tiago 4: 1-2).

As Escrituras nos ensinam que a fonte do anti-semitismo é satânica: “O diabo chegou até você, com grande ira, sabendo que ele tem pouco tempo. E quando o dragão viu que foi jogado à terra, perseguiu a mulher que deu à luz o menino ”(Apocalipse 12: 13-14). O povo judeu deu à luz o Messias Yeshua e é a chave de Deus para o avivamento mundial. As tentativas nazistas, comunistas e islâmicas de aniquilar os judeus compartilham uma raiz espiritual semelhante.

As fontes espirituais do anti-semitismo assassino precisam ser desviadas por contra-medidas espirituais, bem como por medidas políticas, educacionais e militares.

Silêncio no cenário!

Os profetas hebreus descrevem um dia sóbrio em que todos os líderes do mundo se reunirão em torno de Jerusalém, mas não por razões pró-judaicas:
 
“Eis que um dia está chegando para YHVH … Pois reunirei todas as nações contra Jerusalém para a batalha, e a cidade será capturada. Então YHVH sairá e lutará contra essas nações, como quando Ele luta em um dia de batalha. Naquele dia, seus pés estarão no monte das Oliveiras, que fica em frente a Jerusalém, a leste; e o monte das Oliveiras será dividido no meio de leste a oeste por um vale muito grande ”(Zacarias 14: 2-4)

 
Embora a reunião de líderes mundiais desta semana seja benigna, não é nada como o ataque militar internacional concertado nos dias adiante. O resultado final dessa invasão de Israel será o retorno do Messias Yeshua.

Reunião de líderes mundiais para julgamento
 
Quando o Messias voltar, ele chamará os líderes de todas as nações para uma conferência em Jerusalém. Todas as nações se voltarão contra o povo judeu, de acordo com Zacarias. Todas as nações serão julgadas pelo Messias Yeshua:
 
     “Pois eis que naqueles dias e naquele momento em que eu restaurar as fortunas de Judá e Jerusalém, reunirei todas as nações e as derrubarei no vale de Josafá. Então julgarei com eles ali em nome do meu povo e da minha herança, Israel, a quem espalharam entre as nações; e eles dividiram a minha terra ”(Joel 3: 1-2)

O dia das pequenas coisas
 
Nós, em Israel, somos gratos pelo foco internacional no povo judeu, na rejeição oficial internacional do anti-semitismo e pelos nossos ‘quinze minutos de fama’ (parafraseando Andy Warhol). Mas vamos acompanhar o que ainda está por acontecer, percebendo que o anti-semitismo está longe de morrer, as nações estão longe de ser curadas e Israel ainda tem alguma distância ainda por percorrer, e algumas batalhas a serem travadas.

Como devemos então orar?
 
    * Ore para que Deus exponha e contenha o anti-semitismo e o espírito por trás dele
     *Ore por Deus para derrubar as estratégias anti-judaicas genocidas do inimigo em seu próprio país
     *Ore para que o espírito de graça e súplicas seja derramado sobre o povo judeu
     *Ore pelo levantamento do exército profético judaico de Ezequiel.
 
FONTE: Avner Boskey (Final Frontiers)

Aconteceu em Abril

Antes de tudo agradeço a Deus por mais um mês que me foi concedido, onde muitas coisas boas aconteceram.

Todavia preciso registrar dois acontecimentos trágicos que aconteceram em lugares diferentes, no final de abril.

 Primeiro, o ataque aos crentes no Sri Lanka, celebrando a ressurreição de Jesus e, em seguida, o ataque anti-semita contra os judeus religiosos em San Diego. O mundo está ficando mais escuro à medida que nos aproximamos do retorno glorioso de Cristo. Devemos permanecer firmes,  mesmo convivendo com aqueles que nos odeiam – e compartilhar as boas novas de Jesus. Mesmo que a escuridão cresça, a luz aumentará dentro do Corpo de Cristo. Maranata! Vem Jesus vem!!

Igreja de São Sebastião, após ataque terrorista…

Publicado em Biografia, História das Nações

CORRIE TEN BOOM: relembrando uma mulher de fé e coragem!

Há 127 anos nascia na Holanda, Corrie ten Boom. Aprendi a admirá-la desde minha adolescência, quando li sua empolgante história no livro “O Refúgio Secreto”.

Este livro ainda causa impacto sobre minha vida. A vida dela ainda ecoa mesmo depois de tanto tempo.

Pra quem nunca ouviu falar de Corrie ten Boom, aqui vai um pouquinho de sua história. Ela era filha do relojoeiro Casper, da cidade de Haarlem, próxima de Amsterdã. Casper era um homem piedoso que amava a Deus e tinha um carinho especial pelo povo judeu, sendo que na sua casa funcionava um grupo de oração pelos judeus.  Este legado recebido do pai, fez com que Corrie e outros membros de sua familia se envolvessem com a resistencia holandesa ao regime nazista. Durante a segunda guerra mundial Corrie e sua família ajudaram a salvar centenas de judeus de irem para os campos de extermínio, até que foram presos no dia 28 de fevereiro de 1944. O pai de Corrie, então com 82 anos também foi levado à prisão, onde faleceu depois de 10 dias. Corrie e sua irmã Betsi foram conduzidas para um campo de concentração na cidade de Ravensbruck aqui na Alemanha. Betsi morreu no dia 16 de dezembro, enquanto Corrie foi posta em liberdade no dia 30 de dezembro. Em 1959 ela fez parte de um grupo que visitou Ravensbruck, para honrar Betsi e outras 96 mil mulheres que morreram ali. Estando lá ela ficou sabendo que sua libertação havia sido resultado de um erro de escrita; uma semana mais tarde todas as mulheres de sua idade foram levadas para a câmara de gás.

Um fato curioso de sua vida: ela nasceu num dia 15 de abril e morreu  em outro 15 de abril, quando estava completando 91 anos de idade.

O desejo que ela tinha de compartilhar o amor de Deus com as pessoas, levou-a a 61 países, incluindo alguns países “não-alcançados”, conhecidos na época como países da “cortina de ferro”.

Leitura indispensável,  a todos aqueles  que querem se posicionar contra o crescente anti-semitismo, que está se alastrando pela Europa e todas as nações. Encorajo àqueles que ainda não conhecem a história da Corrie Ten Boom a ler o livro ou ver o filme, “O Refúgio Secreto”.

Algumas frases de Corrie:

” Perdão não é uma emoção… Perdão é um ato da vontade, e a vontade pode funcionar independentemente da temperatura do coração.”

“A fé é como o radar, que enxerga através do nevoeiro; vê a realidade das coisas a uma distância que os olhos humanos não conseguem alcançar.”

“Você nunca saberá que Cristo é tudo que você precisa, até que Cristo seja tudo que você tem. “

“Não há poço tão profundo, que o amor de Deus não seja ainda mais profundo ”.

O Massacre de Pittisburg

_threeoflife_synagogueO assassinato do sábado de onze homens e mulheres judias em Pittsburgh pegou muitos de surpresa. Robert Bowers, 46 anos de idade, um racista neo-nazista que postou teorias anti-judaica e anti-Trump de conspiração na web, entrou na sinagoga Árvore da Vida-ou L’simcha  no bairro de Squirrel Hill e descarregou seu rifle semi automático e um revólver contra os adoradores judeus, gritando “Todos os judeus devem morrer!” e outras maldições antijudaicas. Ele assassinou 4 pessoas no santuário principal e depois mudou-se para o escritório do rabino no andar seguinte, onde atirou em outras 4 pessoas.

Três diferentes congregações judaicas estavam realizando seus próprios serviços no mesmo horário, com quase 100 pessoas reunidas no prédio. Uma família estava tendo uma brit (cerimônia de circuncisão), trazendo seu bebê de oito dias para a aliança de Abraão de acordo com Gênesis 21: 3-5 e anunciando seu nome pela primeira vez.

As equipes da polícia e da SWAT tentaram resgatar os congregantes. Quatro policiais foram feridos pelos disparos de Bowers, um deles criticamente. O atirador foi moderadamente ferido pelo fogo e, eventualmente, preso por unidades policiais.

Como podemos entender o absurdo desses onze assassinatos?

Pra ler o artigo completo em inglês, é só clicar no link abaixo:

https://davidstent.org/no-weapon-that-is-formed-against-you-will-prosper-isaiah-5417/

Israelense atacado na Alemanha por usar um kipá

Ele não é um judeu, mas um árabe israelense, diz o homem que foi atacado em Berlim. Ele não acreditava que fosse perigoso passear na Alemanha com um Kipá.
O israelense antissemita atacado em Berlim disse que ele usou o kipá como um experimento. “Eu não sou judeu”, disse o jovem de 21 anos em entrevista à Deutsche Welle. “Eu cresci em uma família árabe em Israel.” Um amigo avisou-o de que não era seguro usar uma kipá nas ruas da Alemanha. Ele não acreditava nisso e queria provar o contrário, colocando ele próprio um kipá. O kipá foi um presente de seu amigo israelense. Foi a primeira vez que ele usou um kipá.

Com um amigo, ele correu ao longo de uma rua no distrito de Prenzlauer Berg. Como mostra um vídeo distribuído pelos shows do Fórum Judaico, os dois foram atacados por um grupo de jovens. Um deles bateu o cinto, gritando “Você é um bastardo judeu” e “Yahudi”, a palavra árabe para judeu. O que aconteceu antes e depois da surra, o vídeo de 47 segundos não mostra. O israelense disse que “andava normalmente” e não falou com ninguém. Não houve disputa.

Evidências para o mundo

Ele fez o vídeo para mostrar “como é terrível passar pelas ruas de Berlim hoje como judeu”, disse o jovem da Deutsche Welle. Ele queria uma “prova para a polícia, para as pessoas na Alemanha e no mundo”. Ele ficou muito desapontado com o fato de que, de acordo com sua estimativa, “mais de 50 pessoas” estavam na rua, mas apenas uma mulher interveio e gritou para o agressor.

Políticos e representantes de associações judaicas ficaram chocados com o incidente. A chanceler Angela Merkel disse que tinha que agir “com toda a severidade e determinação” contra qualquer forma de anti-semitismo. A Ministra Federal da Justiça, Katarina Barley (SPD), falou de uma “vergonha em nosso país” e o ministro das Relações Exteriores, Heiko Maas, disse: “Temos a responsabilidade de proteger a vida dos judeus.”

 

 

 

FONTE:  http://www.zeit.de/gesellschaft/2018-04/judenfeindlichkeit-attacke-prenzlauer-berg-kippa-experiment

 

O livro de Ester e as lições de Purim pra os nossos dias

Começou hoje, em Israel, a comemoração do Purim. E para celebrar, compartilho aqui com vocês, um excelente texto que traduzi de algum tempo atrás. O autor é o irmão Piotr, da Polônia.

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Os Rabinos ao interpretarem o Livro de Ester compreendem o significado oculto do nome Ester como uma sugestão de estar Deus trabalhando em segredo. Além disso, Ester em si mesma é um segredo. Apenas Mordecai sabe quem ela realmente é. Haman não sabe, nem mesmo o rei Xerxes. No Livro de Ester 2:20 lemos; “Ester, porém, não declarava a sua parentela e o seu povo” seu contexto familiar, nacionalidade e religião.

Nada do que finalmente acontece é revelado até o último momento. O Livro de Ester é, portanto, um livro de coisas escondidas, incluindo não só a ocultação do próprio Deus, como também o ocultar da origem de Ester. 

Às vezes as obras Deus podem estar escondidas naquilo que as pessoas chamam de coincidência. Mas Deus está presente até mesmo no meio da maior turbulência, Ele existe e está ativo, embora pareça que Ele não esteja lá. Se sua face não pode ser vista, isso não significa que suas mãos não estejam trabalhando.

O feriado do Purim é o último feriado religioso do calendário judaico e simboliza, até mesmo de uma maneira profética, o que está por vir no fim dos tempos. Para nós, os crentes das nações, uma interpretação messiânica do texto bíblico, e especialmente as festas descritas na palavra de Deus são extremamente profundas e importantes.

A partir dessas interpretações Ester é comparada com a Igreja, como a Noiva se preparando para seu encontro com o rei, que é Jesus, o Messias de Israel. Ester só veio a entender sua vocação real quando a nação de Israel estava em tal perigo. Talvez antes ela tenha vivido uma vida segura e luxuosa, nem mesmo revelando sua nacionalidade e religião. Mas chegou o dia e a hora, quando seu tio, Mardoqueu, a chamou e avisou: “Porque, se de todo te calares neste tempo, socorro e livramento doutra parte virá para os judeus, mas tu e a casa de teu pai perecereis; e quem sabe se para tal tempo como este chegaste a este reino?”

Hoje, talvez mais do que qualquer outro momento da história, a Igreja carrega a responsabilidade pela nação de Israel. Ester estava bem ciente do fato de que seu destino era dependente do destino desta nação, da qual ela tinha sua origem. A Igreja, querendo ou não, também tem uma relação profunda com a nação judaica e não podemos simplesmente separar nosso destino do destino desta nação.

Nós muitas vezes citamos as palavras maravilhosas escritas em 1 Pt. 2: 9

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz;”

Nos momentos em que esta nação é ameaçada nós não podemos simplesmente descansar em nossa posição real e pensar que seu destino não nos diz respeito, ou que o mal contra o qual eles lutam não nos alcançará, não chegará até nós. Nós temos que entender que o mesmo mal que quer destruir Israel também nos ameaça e vai querer nos destruir.

Já há mais de cinco meses Israel novamente está lutando sob uma forte onda de ataques terroristas. Alguns observadores têm chamado esses eventos de “ Intifada das facas”. Ao mesmo tempo em que Israel luta contra a ameaça mortal e luta por sua vida e bem-estar, o mundo assiste e permanece em silêncio, às vezes até mesmo culpando Israel pela situação existente. Enquanto o terrorismo é condenado e combatido em outros países, Israel, que experimenta o mesmo terror islâmico mais do que ninguém, vê as nações do mundo amarrar suas mãos, como o secretário Geral das Nações Unidas ao dizer que (o que está acontecendo) é uma reação natural à ocupação israelense.

Será que nós, como representantes de várias igrejas, permaneceremos em silêncio e passivamente concordando com o que está acontecendo com a amada nação de Deus? No passado, a nação judaica pagou um preço alto demais devido ao silêncio do mundo e da Igreja. O que vai acontecer desta vez? Será que vamos extrair as conclusões corretas do passado não tão distante? As respostas devem vir do coração de cada um de nós.

Estamos vivendo em tempos críticos, quando, por causa da nossa vocação real, devemos nos posicionar do lado de Israel. O recurso e declaração de Mordecai se aplica de forma muito clara para nós hoje; Quem sabe se não foi para um momento como este que chegaste a esta posição real?” (Est. 4: 14b)

Nosso chamado real neste momento específico nos obriga a olhar novamente para rainha Ester, que depois um período de anonimato e silêncio, estava pronta a sacrificar sua própria vida pra salvar esta nação.

Ester cumpriu o papel de mediador e porta-voz da nação que estava condenada à destruição.

Se olharmos novamente a Ester, vemos que a sua intervenção foi precedida de jejum e oração.

O grande amor que o rei, sem dúvida, tinha por ela não a liberou de sua missão de levar a cabo a salvação de sua nação. Sem dúvida nós como a Igreja, nos alegramos por causa do grande amor do nosso noivo, o Rei e Salvador Jesus, mas será que isso nos libera de nossa vocação de interceder em oração e jejum pelo o Seu povo escolhido? Ester, através de sua total determinação e ação prática influenciou toda a história de sua nação.

Infelizmente, nascemos em países onde o espírito de Haman (anti-semitismo) continua ainda vivo. Temos ingenuamente esperado que o mundo venha a lutar contra a contínua renovação de anti-semitismo e ódio contra Israel. Temos de admitir, com tristeza e decepção, que não temos aprendido nada da história. Quando pensamos sobre o Holocausto podemos perguntar a nós mesmos; Onde estavam os Mordecais e Esters naquele momento? Infelizmente, eles estavam faltando e em vez de Purim o Holocausto ocorreu.

A chamada real de Ester era não permanecer em silêncio e de forma prática ficar do lado de sua nação. Nosso chamado real também é de não permanecer em silêncio;                    

“Ó Jerusalém! Sobre os teus muros pus guardas, que todo o dia e toda a noite se não calarão; ó vós que fazeis menção do Senhor, não haja silêncio em vós, nem estejais em silêncio, até que confirme e até que ponha a Jerusalém por louvor na terra.” (Isaías 62:6,7 ARC)

Permanecer em silêncio é mais confortável, mas por quanto tempo?

Tomar medidas sempre nos custa alguma coisa, mas precisamos nos lembrar de que vale a pena ser obediente aos comandos de Deus com a mesma determinação que a rainha Esther tinha; “Eu irei ao rei, ainda que é contra a lei. E se eu perecer, pereci. (Est. 4: 16b)

Shalom from Oświęcim (Auschwitz)

Piotr Borek

Publicado em Israel, Nações

O holocausto – Poderia acontecer de novo?

 

0,,15894369_303,00O dia de lembrança do holocausto, Yom ha Shoah, foi relembrado em Israel no dia 16 de abril. Cerimônias aconteceram  relembrando o horror que a menos de 80 anos atrás, surgiu, buscando mais uma vez , o extermínio da raça judaica .

A palavra hebraica para ” Holocausto” é Shoah, que significa catástrofe , calamidade, cataclismo, desolação. A palavra aparece várias vezes nas Escrituras ; no Salmos 35 : 8 e 63: 9 é a destruição que os inimigos do salmista deseja trazer sobre a sua alma , mas em que, como ele confia no Senhor , eles mesmos vão cair .

O nascimento de Israel como um “Estado judeu”, proveu um refúgio para os sobreviventes do Shoah- uma casa e bastião para os seus descendentes, esperançosamente de que  tal mal nunca mais aconteça. Na verdade, o slogan “Nunca mais!” tem sido passado de geração em geração desde então. Muito tem sido feito com a criação de museus, com livros e filmes e programas na crença de que “educação e  informação” sejam a melhor defesa contra a sua repetição.

No entanto, nos sentimos compelidos a apontar que aquelas nações mais no coração da ideologia que gerou o Holocausto na década de 1930, foram por mais de 400 anos consideradas o centro de educação civilizada ocidental, cultura, e na maior parte do tempo, poderíamos acrescentar, da religião cristã. Uma coisa que nós deveríamos ter aprendido com isso é que a educação secular nunca, por si só, pode conter-deter a crescente onda do mal.

Poderia acontecer algum outro Shoah?  Certamente o maligno gostaria que houvesse. Ele percebe que, com o estabelecimento e crescimento desta nação, e especialmente agora que há um remanescente messiânico desperto e crescendo na terra, e que os santos propósitos de Deus ainda não cumpridos para o seu povo antigo ainda estão em curso. Ele sabe que seu tempo é curto. E assim vemos novamente um anti-semitismo em ascensão.

Alguns dias atrás numa partida de futebol em Utrecht, na Holanda, onde o time visitante era de Amsterdã, uma cidade conhecida por sua presença judaica histórica, um grupo de fãs da cidade gritavam alto, “Hamas, Hamas, judeus para o gás. Meu pai estava nos comandos, minha mãe estava na SS, juntos eles queimaram os judeus, porque os judeus queimam melhor! “ O canto, captado em vídeo e circulado pela mídia holandesa, rapidamente gerou pedidos de desculpas e promessas de se localizar os fãs da ofensa. Mas, como foi apontado em um artigo do Washington Post, isso não foi um incidente isolado – apenas o último de uma série de episódios  anti-semitas semelhantes que estão estragando os jogos em toda a Europa continental e Grã-Bretanha (“cânticos nazistas no jogo de futebol holandês . “: The Washington Post, 10 de abril de 2015).

“Onde há fumaça, há fogo” – e onde existem as sementes com tais expressões vis de ódio, isso pode brotar ligeiramente no ambiente nacional em forma de ações.  Entre os intelectuais dos países “ocidentais”, anti-semitismo tem sido, nos últimos anos, mais propensos a focalizar a sua ênfase sobre a existência da nação de Israel em si, ocultando-se atrás de uma garantia repetida de que não é “anti-judeu” -apenas “anti-sionista”.

E, claro, por todo o mundo, o Islã se alimenta num ódio aos judeus, que é extraído de sua fonte primária, ou seja, o Corão.

(Fonte: M & N Sarvis, de Jerusalém)

 

Publicado em Israel, Nações

Crescimento de anti-semitismo na Europa e o novo Êxodo do povo judeu

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Em meados de julho, num espaço de 10 dias, mais de mil judeus franceses deixaram a França em direção a Israel, deixando para trás os seus meios de subsistência, com esperanças de um amanhã mais seguro.

O tratamento terrível de judeus na França não é simplesmente um resultado da operação de Israel em Gaza. Em junho, enquanto as coisas ainda estavam relativamente calmas no conflito Israel-Palestina, os judeus foram forçados a fugir da França em massa. Citando preconceitos xenófobos islâmicos, anti-semitismo e extremos, milhares de judeus fizeram as malas e partiram para Israel. Aliá (emigração) da França deve superar a dos EUA em 2014.

De acordo com o governo francês, no primeiro trimestre de 2014, 169 incidentes anti-semitas foram registrados. Os primeiros três meses de 2014 viu um aumento dramático de 40 por cento de incidentes anti-semitas em relação ao ano de 2013.

Esta semana foi anunciado que, pela primeira vez, a França tornou-se o país com o maior número de judeus fazendo aliá (imigração pra Israel).

Citando como estímulo, além de dificuldades econômicas, um “clima de anti-semitismo que está perdendo seu tabu”, o chefe da Agência Judaica para a França Ariel Kandel espera que 6.000 novos imigrantes cheguem em Israel vindos da França durante 2014. Com 500,000 a população judaica na França é a maior da Europa, e isso constitui cerca de 1% dessa população. (França também é agora o lar da maior comunidade muçulmana, no continente europeu, em torno de 5,000,000).

“No mundo ocidental ou livre”, comentou Kandel, “nós nunca vimos um por cento da comunidade judaica imigrando para Israel,” (“Jewish World: Anti=-Semitism drives largest ever French immigration to Israel”:ynetnews.com, 5 Sept 14, 23:22).

 

 

Relembrando “a noite dos vidros quebrados”!

O dia 09 de novembro está associado com um dos dias mais escuros na história da Alemanha. Apesar de que muitos gostariam que esse dia nem fosse lembrado, mas simplesmente ignorado, esquecido.270px-1938_Interior_of_Berlin_synagogue_after_Kristallnacht

Neste ano completaram 75 anos, desde o início de uma perseguição ao povo judeu, que acabou por exterminar mais de 6 milhões do povo escolhido.

Em muitas cidades da Alemanha, sinagogas relembraram a terrível  Noite dos Cristais (Kristallnacht), que na verdade foi a “noite dos vidros quebrados”.

Segue abaixo um pequena descrição dos acontecimentos daquela noite:

“Na noite de 9 de Novembro de 1938, os sons de vidros sendo quebrados abalou o ar nas cidades por toda a Alemanha, enquanto incêndios em todo o país consumia sinagogas e instituições judaicas. Ao final do tumulto, gangues de tropas de assalto nazistas haviam destruído 7000  empresas judaicas, incendiado cerca de 1400 sinagogas, matado 91 judeus e deportado cerca de 30.000 homens judeus para campos de concentração “. Esta foi a Kristallnacht ou a Noite dos Vidros Quebrados. Que foi também uma noite de terror, de morte e de destruição… quando os judeus foram despojados de sua dignidade, a sua segurança, de seus direitos humanos e seus meios de subsistência “.  (“Kristallnacht’s Aboriginal hero”: The    Australian Jewish News, p.12; 8 November 2013.).