Reflexões sobre falsos ensinos (4)

Outro teste revelador quanto à solidez da experiencia religiosa é: Como ela afeta minha atitude em relação às sagradas escrituras? Essa nova experiência, essa nova visão da verdade, foi gerada pela própria palavra de Deus ou é resultado de algum estímulo externo, fora da Bíblia? (…) O que quer que tenha origem fora das Escrituras dever ficar sob suspeita até que venha mostrar-se de acordo com elas. Por mais alto que seja o conteúdo emocional, nenhuma experiência pode ser provada como autêntica a não ser que se encontre autoridade para ela nas Escrituras. “À lei e ao testemunho” (Isaías 8:20) deve ser sempre a prova final. A verdade é que a Bíblia não ensina que haverá uma nova luz e experiências espirituais mais avançadas nos últimos dias; ela ensina justamente o oposto. Nada em Daniel ou no Novo Testamento pode ser manipulado a fim de defender a ideia de que nós, que vivemos no final da era cristã, iremos receber luz que não foi conhecida no início. Suspeite de todo homem que alegue ser mais sábio do que os apóstolos ou mais santo do que os mártires da igreja primitiva. Dado, porém, que as Escrituras nem sempre sejam claras e que existem diferenças de interpretação entre homens igualmente sinceros, este teste irá fornecer toda a prova necessária com relação ao qualquer assunto de religião, a saber: Como isso afeta meu amor e minha apreciação pelas Escrituras? É bom lembrar que a Bíblia é o livro inspirado por Deus. A carta de amor d’Ele pra todos nós!  Quando ao ler você não entender o que está lendo, busque a ajuda de um seguidor genuíno de Cristo, que ama e também vive o que está escrito no livro sagrado.

Reflexões sobre falsos ensinos (3)

O próximo teste pra sabermos se um ensino é verdadeiro ou falso, é questionarmos se essa nova experiencia/ensino afetou ou tem afetado nossa atitude para com o Senhor Jesus Cristo.

Qualquer que seja a posição que a religião do homem conceda a Cristo, Deus Lhe deu o primeiro lugar no céu e na terra.  “Este é o meu Filho amado, em quem Me comprazo” (Mt.3:17), falou a voz de Deus do céu com respeito ao nosso Senhor Jesus.

Pedro, cheio do Espírito Santo, declarou: “Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo”(At.2:36)

Pedro falou de novo sobre Ele: Não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os nomes pelo qual importa sejamos salvos”.  (At. 4:12)

O livro de Hebreus inteiro é dedicado a ideia da superioridade de Cristo sobre todos. Ele é mostrado como sendo superior a Moisés e a Arão, e até os anjos são chamados para prostrar-se e adorá-Lo.

O apóstolo Paulo também nos ajuda a compreender a superioridade de Cristo:

    Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;  (Col.1.15)

    Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.  (Col.2.9)

Enfim, Jesus deve estar sempre no centro de toda verdadeira doutrina, toda prática aceitável e toda experiencia cristã genuína. Tudo o que faz dele menos do que Deus declarou que Ele é não passa de ilusão pura e simples, e deve ser rejeitado, por mais agradável ou satisfatório que seja no momento.

Cristianismo sem Cristo parece contraditório, mas ele existe como um fenômeno real em nossos dias. Muito do que está sendo feito em nome de Cristo é falso em relação a Ele, sendo concebido pela carne, incorporando métodos carnais e buscando fins carnais.  O que denuncia a falsidade é o fato de Cristo não ser o centro: Ele não é tudo em todos.

Se, por outro lado, a nova experiencia tende a tornar Cristo indispensável, se tira nossos interesses de nossos próprios sentimentos e os coloca em Cristo, estamos no caminho certo. O que quer que faça Cristo mais querido para nós seguramente vem de Deus.

 

Sobre falsos ensinos (2)

Prosseguindo esta série que comecei no início do mês, vou compartilhar o primeiro dos sete pontos que nos foi deixado pelo Tozer,  sobre o assunto.

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Minha atitude com relação a Deus

Um teste vital para toda experiencia religiosa é como ela afeta nosso relacionamento com Deus, nosso conceito de Deus e nossa atitude com Ele.

O equilíbrio e a sanidade do universo exigem que Deus seja enaltecido em todas as coisas.

“Grande é o SENHOR e mui digno de ser louvado; a Sua grandeza é insondável”(Sl. 145.3).  Deus age apenas para a sua glória e tudo o que vem Dele tem como finalidade enaltece-Lo. Qualquer doutrina, qualquer  experiencia que sirva para exaltá-Lo terá sido provavelmente inspirada por Ele. E, de modo oposto, tudo o que oculte Sua glória ou que O faça parecer menos maravilhoso certamente foi gerado pela carne ou pelo diabo.

O grande teste é este: Que influência este ensino teve (e está tendo) em minha relação com o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo? Se essa nova visão da verdade – esse novo encontro com coisas espirituais – me faz amar mais a Deus, se O exaltou a meus olhos, se purificou meu conceito de Seu ser e fez com que parecesse mais maravilhoso do que antes, posso, então, concluir que não me desviei para o caminho agradável, mas perigoso e proibido, do erro.


Creio que é importante sempre examinarmos diante de qualquer ensino, se o mesmo está nos levando a amar a Deus com todo o nosso coração, alma e força.

 “E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. 38 Este é o primeiro e grande mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. 40 Desses dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”                  (Mateus 22:37,38 ARC)

 

 

 

 

Reflexões sobre falsos ensinos (1)

Começando hoje uma série de posts sobre engano e falsos ensinos nos últimos dias. Que Deus use estas sementes pra gerar em nós amor à verdade e proteção de toda apostasia!


Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência,  (1 Tm.4:1,2)

Certamente, chegamos nesse tempo ao qual referiu o apóstolo Paulo em sua carta a Timóteo.

Portanto, precisamos ser cautelosos e nos guardar de todo ensino falso e contrário ao espírito de Cristo.

De Policarpo, um dos pais da igreja,  temos uma advertência que faremos bem em atender:

Acima de tudo, não deixe sua fé ser pervertida por falsos ensinos. Há sempre pessoas que estão preparadas para perverter as palavras de Cristo para seus próprios propósitos e negar o julgamento final a fim de persuadirem a si mesmas e aos outros de que estão sem medo de punição. Nem mesmo ouça as pessoas, mas vire as costas para elas. (Policarpo de Esmirna)

Nosso querido irmão Tozer nos encoraja com estas palavras:                                                                                   “Nosso Senhor Jesus, o grande pastor das ovelhas, não deixou Seu rebanho à merce dos lobos. Ele nos deu as Escrituras, o Espírito Santo e um poder natural de observação, e espera que nos beneficiemos constantemente da ajuda deles”.

Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.  (Mateus 7:15)

Tozer também nos confidencia algo, que é como um teste, que ele usou durante muitos anos, pra testar suas próprias experiencias espirituais e religiosas:

“Em resumo, o teste é este: essa nova doutrina, esse novo habito religioso, essa nova visão da verdade, essa nova experiência espiritual, de que forma tem afetado minha atitude com relação a Deus e minha comunhão com Ele, com Cristo, com as sagradas Escrituras, comigo mesmo, com outros cristãos, com o mundo e com o pecado?”

 

 

Publicado em Estudos Bíblicos, Temor do Senhor

A idolatria e o Temor do Senhor (2)

“Não terás outros deuses além de mim” (Ex. 20:3).

Este é o primeiro dos dez mandamentos. É importante entendermos que não foi por acaso que Deus escolheu esse pra ser o primeiro mandamento. Ele sendo o Criador e sustentador de todas as coisas, merece um lugar de primazia em toda a sua criação.

A. W. Tozer, nos dá uma ótima descrição desse terrível pecado, que é a idolatria:

“Entre os pecados para os quais se inclina o coração humano, nenhum é mais odioso para Deus do que a idolatria; pois no fundo, a idolatria difama o caráter  divino. O coração idólatra entende Deus de maneira diferente do que Ele realmente é, e substitui o Deus verdadeiro por um deus feito à sua imagem. (…) Acautelemo-nos para não aceitarmos no nosso orgulho a ideia de que a idolatria consiste apenas no ajoelhar-se perante objetos visíveis de adoração; e que os povos civilizados estão livres disso. A essência da idolatria está nas ideias indignas que temos a respeito de Deus. Começa na mente e poderá ocorrer mesmo quando não seja praticado nenhum ato manifesto de adoração a uma imagem.”

“Portanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seu próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes os coração insensato.” (Rom.1:21)

Mas afinal de contas, o que é um ídolo?

Um ídolo é algo ou alguém que toma um lugar de prioridade em nossas vidas acima do Senhor Jesus Cristo em nosso pensar, em nosso tempo, nossa lealdade e nossa obediência. (Definição dada por Joy Dawson, em seu livro “Intimate Friendship with God”).

Quando falamos neste tema é normal pensarmos em pessoas de outras religiões se prostrando diante de seus falsos deuses.

Todavia mesmo pessoas cristãs envolvidas no ministério cristão podem cultivar os seus ídolos. Quanto mais pesadas forem nossas responsabilidades ministeriais, mais facilmente podemos permitir que o ministério se torne o foco de nossas prioridades, ou seja, nos tornamos pessoas idólatras!

Somente o temor do Senhor pode nos guardar da idolatria. É o temor do Senhor que nos guarda de temer pessoas e colocá-las num lugar que só a Deus pertence.

Mas como podemos saber que temos em nós o temor do SENHOR?

Mais uma vez compartilho uma excelente colocação da  autora Joy Dawson sobre o assunto: “Nós temos o temor do SENHOR em nós, somente na medida que confessamos e cremos que a Palavra de Deus é nosso padrão de justiça, e na medida que a aplicamos em cada área de nossa vida diária.

Meditando nestes dias sobre o tema, tenho orado pedindo a Deus que me mostre se tenho deixado outras coisas tomar o lugar que é só d’Ele em minha vida.

É sábio fazermos a nós mesmos perguntas como estas:

    • O que é que mais nos emociona ou nos deixa fascinados?
    • Sobre o que  pensamos ou falamos a maior parte do tempo?

O que recebe o nosso tempo e atenção acima de tudo?Possessões? Dinheiro? investimentos? Comida? Gratificação sexual?  Promoção no trabalho?  Viagens?  Hobbies? Televisão?  Líderes espirituais? Amigos? Família? Ministério? Esportes? Cumprimento da visão?

Líderes espirituais? Amigos? Família? Ministério? Esportes?

“Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto não serem deuses? Todavia, o meu povo trocou a sua glória pelo que é de nenhum proveito. Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o Senhor.  Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas.”  (Jer.2:11-13)

Portanto a idolatria é o pecado que confronta diretamente a pessoa de Deus.

Que possamos atender o sábio conselho do apóstolo João:

 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém!”  (1 Jo. 5:21)

 

 

 

Publicado em Atributos de Deus

A Fidelidade de Deus – alimento pra alma faminta

Início de ano é tempo de retrospectivas sobre o que ocorreu no ano anterior, tanto em nossas vidas, quanto no mundo ao nosso redor.
É tempo propício pra refletirmos sobre a fidelidade de Deus, apesar de que é sempre encorajador meditarmos sobre a fidelidade de Deus em qualquer período do ano.

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Porque o SENHOR é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e, de geração em geração a sua fidelidade. (Salmo 100:5)

Tenho adquirido o hábito de repetir várias vezes no dia, “o Senhor é bom e sua misericórdia dura para sempre”. Creio que é importante reconhecermos aquilo que Deus é, isso ajuda na transformação de nossa mente.
É de Tozer esta linda frase:  “A fidelidade de Deus é um dado básico da teologia, mas para o crente significa ainda mais: ultrapassa o entendimento e vem a ser alimento para a alma faminta”. Concordo plenamente, pois aqueles que estão famintos pela verdade terão sua fome saciada conhecendo o Deus que cumpre suas palavras e promessas.

Também de Tozer temos estas pérolas:

“As escrituras não só ensinam a verdade, mostram também a sua utilidade para os homens. Os autores inspirados eram homens de paixões semelhantes às nossas, vivendo no meio da vida, como nós. O que aprenderam a respeito de Deus transformou-se para eles em espada, escudo, martelo; tornou-se motivação de sua vida, sua boa esperança, e sua confiante expectativa. (…) Toda a nossa esperança de bênçãos futuras se apoia sobre a fidelidade de Deus. As suas alianças permanecem porque Ele é fiel e honrará as Suas promessas. Poderemos viver em paz e aguardar com segurança o futuro somente porque temos a certeza de que Ele é fiel.” (A.W.Tozer – Mais Perto de Deus)

Em em nosso relacionamento com Deus quantas vezes somos infiéis, não é mesmo?  Todavia  somos encorajados ao saber que mesmo quando somos infiéis Ele permanece fiel pois de maneira alguma pode negar-se a si mesmo…receber essa palavra e guarda-la no fundo do coração é como dirigir num túnel escuro e de repente ver a luz surgir no final deste túnel.2 Tim.2.13