Pepitas de Hanukkah

Recebi de Avner Boskey um pequeno texto sobre esta festa judaica que tem início amanhã, dois de Dezembro. Compartilho com vocês e desejo-lhes uma boa leitura!

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Aqui estão alguns pensamentos para mastigar quando entramos na Festa das Luzes:

  1. O malvado rei grego Antíoco conseguiu dividir o povo judeu contra si mesmo enquanto ele despojava sua herança espiritual e física. A atração do povo judeu para trocar nossos dons e pedir por lisonjas e favores internacionais é uma armadilha hoje tanto quanto há 2.000 anos atrás.
  2. “Dê-me liberdade ou me dê a morte” não foi apenas um sinônimo da Revolução Americana. Foi o “Semper Fi”(*) dos Macabeus também.
  3.  Hanukkah nos ensina que as operações militares (realizadas na hora certa e lideradas pelos homens e mulheres certos) podem se transformar em façanhas abençoadas por Deus de incrível bravura. Isso se aplica de maneira especial a quando o remanescente crente de Israel defende a terra e o povo de Israel de nossos inimigos mortais.
  4. Fortalece-nos a lembrar que o Deus de Israel profetizou sobre esses conflitos, bem como sobre um remanescente permanecendo fiel em tempos difíceis. YHVH conhece os desafios que enfrentamos, e Ele estará conosco da mesma maneira que Ele permaneceu ao lado dos Macabeus.
  5. Guerra e perseguição caminham juntos com reavivamento.
  6. Os Macabeus lideraram um reavivamento em Israel que finalmente salvaguardou a luz confiada por Deus ao povo judeu (Romanos 3: 1-2). O nascimento de Yeshua em Belém de Judá não teria acontecido se as estratégias de Antíoco tivessem se tornado realidade para o povo judeu.
  7. Hoje, a fidelidade à mensagem de Hanukkah significa ser fiel a Yeshua-Jesus, o Filho Maior de Davi e o Messias de Israel – a Luz para iluminar os gentios e a glória de Seu povo Israel (Lucas 2: 26-34).

(*) Semper fi ou semper fidelis é uma expressão em latim que significa “sempre fiel”, na tradução para o português. Esta frase é conhecida por ser o lema do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos da América – United States Marine Corps.

Star of David Hanukkah menorah

O significado de Chanucá

Chanucá

Começou hoje a festa judaica conhecida como Chanucá ou Hanukkah. Como tenho aprendido  nestes dias fatos interessantes sobre a cultura judaica, achei por bem escrever um ou dois posts sobre essa festa, sendo esse o primeiro deles. Uma boa parte é resultado de pesquisa e traduções, sendo que no caso de tradução, colocarei sempre no final o nome do autor ou autores.


Chanucá é uma palavra hebraica que significa “dedicação”. (Ela é usada, por exemplo, em II Crônicas 7:.. 9, quando Salomão dedicou o altar do Primeiro Templo, mas também ocorre no título do Salmo 30, que é um cântico de dedicação da casa). A celebração judaica de oito dias que leva esse nome (que também é chamado de Festival das Luzes) lembra a re-dedicação do “segundo” templo em Jerusalém, depois de este ter sido recuperado pelas forças judaicas de Judas Macabeu em 164 a.C. O rei sírio Antíoco IV Epifânio (um precursor do Anti-Cristo, que foi predito em Daniel 11:21), procurando forçar os judeus a abandonar a sua religião e cultura pela da Grécia, emitiu decretos proibindo a circuncisão, observância dos sábados judaicos e dias de festa. Ele contaminou o Templo Sagrado, oferecendo uma porca no altar e levantou no Santuário uma estátua ao deus grego Zeus.

Como narrada no Primeiro Livro dos Macabeus, que é um relato histórico respeitado da história judaica encontrada nos livros Apócrifos, uma revolta foi iniciada pelo sacerdote Matatias e, posteriormente, conduzida por seu filho Yehuda (Judas) Macabeu. Isso resultou na derrota das forças sírias, após o que, o Templo profanado foi limpo e re-dedicado.

 Outro relato conta como durante esta limpeza só havia óleo consagrado suficiente para queimar no menorá do templo por uma noite, mas um milagre aconteceu e o óleo continuou queimando por oito dias.  O guerreiro vitorioso Yehuda ordenou “que os dias da dedicação do altar fossem  mantidos em seu tempo, de ano em ano, pelo espaço de oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Kislev, com alegria e júbilo” (I Macabeus 4:59).

O milagre deu origem à tradição associando este feriado com óleo e luz (“Festival das Luzes”) – a partir da menorá de oito braços (que muitas vezes é alimentada por óleo), tendo uma nova lâmpada acendida a cada noite do festival, às rosquinhas fritas em óleo, disponíveis em cada esquina.

(Texto de M. Sarvis)