O Poema de Deus

(Tempo de Leitura: 2 minutos)

Há uma bela palavra em grego que é usada apenas DUAS vezes em todas as Escrituras do Novo Testamento. É a palavra poema, da qual derivamos a palavra correlata em português “poema”. Pode ser traduzido como “artesanato, arte, artesanato, criação, criatividade …”

É algo próximo ao conceito no hebraico de מְלֶאכֶתמַחֲשָׁבֶת, m’lechetmakhshevet, que significa “obra bem pensada ou planejada” – referindo-se ao artesanato do grande artista Bezalel na construção dos ornamentos do Tabernáculo (Êxodo 35.33; cf. Efésios 2.21; 2 Reis 16.10).

Beleza estonteante

O primeiro uso de poema se refere à criação física.

Romanos 1.20 – Os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas…

Neste verso “as coisas que foram criadas” são poema. A criatividade do criador é vista em sua criação. O coração de qualquer artista é visto em sua obra de arte. A beleza estonteante da criação natural é o poema de Deus. É a sua canção.

A Obra Genial de Deus

O segundo uso da poema refere-se ao trabalho genial de Deus ao nos transformar de pecadores rebeldes e devassos em vasos de graça e glória. Através da criação, Deus mostra seu poder divino. Através do trabalho da cruz, ele mostra seu espantoso amor. Somos a arte máxima da engenhosidade de Deus.

Efésios 2.10 – Pois somos feitura [“poema” – obra-prima] dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou…

Se nos submetermos à obra de Deus em nossas vidas, ele nos transformará em uma bela obra de arte. Como a criação física era “boa” e a criação do homem era “muito boa”, assim a nova criação de Deus em nossos corações será “excelente”. Na verdade, será incrível.

Nós juntos seremos mais bonitos que as vestes sacerdotais do tabernáculo, e mais gloriosos que um arco-íris brilhante. Ao seguirmos a liderança do Espírito Santo, nos tornaremos a canção de Deus, seu “poema”.

Nós somos a imagem que Deus está pintando.

AUTOR: Asher Intrater

Beleza estonteante – Edmundsklamm, CZ (Foto: Mari Kern)

Oração em Duas Palavras pelo Avivamento

Oração em Duas Palavras pelo Avivamento

Eu encontrei uma oração incrível em duas palavras que tem o potencial de trazer um avivamento nacional.

Quando uma nação está à beira de um grande avivamento, há um nível de sucesso nas congregações e ministérios. O número de pessoas está crescendo. Mais ofertas estão chegando. Os líderes espirituais estão se tornando conhecidos, influentes e, às vezes, até mesmo ricos e famosos.

Esse nível de bênção dá à Eclésia as ferramentas que podem causar uma transformação nacional. Esta é uma etapa necessária, como uma mulher que completou a sua gravidez. No entanto, o próprio sucesso em si contém os obstáculos que podem ao mesmo tempo impedir e até interromper o crescimento do reino de Deus.

As bênçãos de Deus trazem consigo a tentação inerente de se afastar de Deus para se concentrar nas bênçãos. As pessoas podem se tornar preguiçosas, carnais, focadas apenas em entretenimento, gananciosas, orgulhosas e rebeldes. Moisés se referiu a essa síndrome assim: “Yeshurun (Jesurum) engordou e deu coices”– וישמן ישורון ויבעט – Dt 32.15.

A tentação do mundanismo é perigosa para qualquer ser humano. No entanto, existem duas ameaças que são particularmente perigosas para os líderes espirituais: a INVEJA e a COMPETIÇÃO.

Filipenses 1.15 (NAA)

É verdade que alguns proclamam Cristo por inveja e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade.

Os líderes espirituais podem tentar superar um ao outro. Em vez de trabalharem juntos para trazer um avivamento a toda a nação, começam a agir para derrotar o outro. Em vez de buscar um novo território e novas pessoas para alcançar em favor do reino de Deus, tornam-se defensivos para proteger seus próprios recursos e realizações.

Inveja e competição levam os líderes a falar um do outro negativamente; criticando os outros para obterem uma imagem melhor em comparação. Em essência, eles involuntariamente começam a se amaldiçoar sob o disfarce de “discernimento espiritual” e para “advertir o rebanho”. Isso traz divisão e destruição para o povo de Deus.

Quando Paulo escreveu isso, estava na prisão. Todo o trabalho que ele havia realizado estava sendo apropriado por outros (alguns com boas intenções e outros não). Alguns estavam ficando famosos e falando mal dele. Ele estava sozinho e sofrendo. No entanto, ao invés de olhar para o problema, ele escolheu enxergar uma bênção nisto.

Fp 1.18

Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei.

Aí está, a oração de duas palavras que pode trazer um avivamento nacional: “E DAÍ”? “QUE IMPORTA?” Se todos os líderes ignorassem sentimentos de inveja e competição entre si, e apenas se alegrassem com o fato de o trabalho de outra pessoa crescer e afetar a muitos, todo o reino de Deus daria um salto para a frente.

Esta é uma purificação necessária de coração para todo líder espiritual. Paulo lidou com isso em relação a Apolo (1 Coríntios 3). Pedro teve que lidar com isso em relação a João (Yeshua desafiou Pedro a não se comparar a João, mesmo se Yeshua pedisse para Pedro ser crucificado e João fosse viver para sempre – João 21).

Eu já vi esse desafio em quase todos os países onde a obra de Deus cresce e é abençoada – EUA, Extremo Oriente, África, Brasil, Europa e certamente aqui em Israel. Parece intransponível, mas pela graça de Deus pode ser superado. Deixemos de lado toda inveja e competição. Oremos para que o trabalho dos outros grupos seja ainda mais bem-sucedido. Que nos enxerguemos como uma família de fé, mesmo sendo totalmente diferentes um do outro.

Parece que alguém está crescendo mais do que você? E daí? Contanto que mais pessoas sejam alcançadas pelo amor de Deus, isso é ótimo! Alguém está recebendo crédito por algo que você fez? Alguém está trabalhando movido por uma ambição egoísta? E daí? Deixemos de lado todas as comparações. Quando alguém é abençoado, todos somos abençoados. Somos uma família.

Vamos fazer esta grande oração de duas palavras em favor de vitória sobre competição e inveja. “E DAÍ?” E que comece o avivamento!

Por Asher Intrater (REVIVE ISRAEL)

O Significado da palavra “Maranata”

A expressão “maranata”  (I Coríntios 16:22, Apocalipse 22:20) é um grito de fé e de oração pela vinda do Senhor, e é geralmente traduzida como “Vem, Senhor!”  A palavra está ligada às orações “Que venha o teu reino “(Mateus 6:11) e” Bendito o que vem “(Mateus 23:39).

Embora esta palavra seja encontrada no texto original grego da Nova Aliança, ela não é grega, mas aramaica. Quase toda a Lei e os Profetas (Tanakh) estão escritos em hebraico, exceto algumas partes que estão em aramaico, a maioria em Daniel. A palavra “Maran” significa Senhor, e “atha” significa vir.

Nos Profetas há duas descrições quanto à vinda do Messias. Uma delas é a versão “humilde” em:

“Eis que o teu rei virá a ti, justo e com a salvação, humilde e montado num jumento.” – Zacarias 9: 9

Através dos evangelhos entendemos isso ter se cumprido em Yeshua/Jesus, em Sua entrada em Jerusalém antes da Sua crucificação (Mateus 21: 5).

A outra descrição é o Messias em glória.

“…e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem…foi lhe dado domínio, e glória e o reino…”   (Daniel 7:13,14)

Yeshua em seu testemunho diante dos sumos sacerdotes (Mateus 26:64) e em Seu sermão sobre o fim dos tempos (Mateus 24:30), refere-se a si mesmo como o filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, em glória. Ambas as citações estão se referindo a profecia de Daniel 7.

Essa passagem em Daniel está em aramaico e a palavra para “vir” é  “atha”. O grito de “Maranata” na Nova Aliança é também uma referência a Daniel 7. É, em essência, uma proclamação de fé, dizendo: “Yeshua, tu és o Senhor, o Maran”. “Nós acreditamos que você  virá” atha “em poder e glória sobre as nuvens do céu, como descrito em Daniel 7: 13-14.  Estamos orando pelo cumprimento destas profecias e estamos convidando-o  a vir novamente. ”

Maranata, Amém!

(Asher Intrater)

 

 

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Publicado em Estudos Bíblicos, Obra da cruz

O Sangue do Cordeiro

O CORDEIROO Sangue do Cordeiro (por Asher Intrater)

Páscoa é tempo de nos lembrarmos do sangue do Cordeiro. O Pentateuco está repleto com imagens de sangue.  Desde o primeiro animal morto para dar vestes a Adão e Eva, Abel- o justo, a circuncisão de Abraão, a túnica de José,  a aliança do Sinai, os sacrifícios do templo, o dia da expiação, etc.

Todas estas imagens gráficas foram projetadas para gravar na consciência coletiva e imaginação do povo de Israel a importância da expiação pelo sangue. Sangue é mencionado cerca de 300 vezes no Tanach (antigo testamento)  e 100 vezes no Novo Testamento. Na crucificação de Jesus, vemos o cumprimento destes símbolos.  O sangue de Jesus 2

João 19:34

“Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água”.

A água e o sangue – ambos físicos; todavia a água também representa o espírito de Jesus,  e o sangue Sua alma. Nos termos bíblicos, a alma está no sangue.

Leviticus 17:11

Porque a alma da carne está no sangue; pelo que vo-lo tenho dado sobre o altar, para fazer expiação pelas vossas almas; porquanto é o sangue que faz expiação, em virtude da vida.

A maioria das traduções está incorreta. Leia novamente. É por causa da alma que o sangue faz expiação.

A regra da expiação é “substituição igual” ou “substituição”. Sua alma (pura)  é dada em lugar de nossa  alma (pecadora) . A alma dentro do sangue faz expiação por nossas almas. Alma substitui alma.

Exodus 21:23-25

a pena será alma por alma, olho por olho, dente por dente, mão por mão… ferida por ferida.

A palavra aqui pra ferida é a mesma pra ferida ou pisadura de Isaías 53:5 – Por suas pisaduras somos sarados. Sua ferida substitui nossa ferida e somos sarados. Sua alma substitui nossa alma e somos expiados.

O sangue é o veículo da alma. Quando dizemos que o sangue faz expiação, queremos dizer a alma.
Os soldados que estavam ao lado da cruz de Jesus talvez tenham tido algum sangue respingado sobre eles, mas se eles não entenderam e creram no significado espiritual, o sangue físico não teve nenhum efeito na salvação deles. Jesus não somente “sangrou” na cruz, Ele também derramou Sua alma.

Isaiah 53:12
…porquanto derramou sua alma na morte;

Quando Jesus estava sangrando, Seu corpo se esvaziou de Sua alma. Sua alma faz expiação por nossas almas. Católicos, protestantes e judeus bebem vinho como um símbolo da santificação em suas cerimônias. Vinho representa sangue o qual representa a alma. O elemento chave não é o vinho ou o sangue, mas a alma de Jesus.

Esta revelação é pessoal, dolorosa, emocional, embaraçosa, chocante, íntima, nauseante, desafiante e confrontadora.  É inconcebível, insuportável, quase inacreditável.

Ousamos nós meditar sobre uma coisa tão terrível como a alma do Filho de Deus que escoa para fora do seu corpo, só para nos salvar?

A palavra derramou em Isaías 53:12 é a mesma palavra do hebraico moderno pra infusão, como uma transfusão de sangue num hospital. Expiação é o cancelamento da punição e também uma vital transformação da alma. A alma de Jesus é “injetada” (como se fosse) em nosso ser como numa transfusão de sangue.

A alma d’Ele toca a nossa e nos transforma totalmente. Esta transformação da alma começa como uma experiência de novo nascimento e continua com o processo de santificação.

*Asher é um judeu que se converteu a Jesus em 1978. Ele mudou dos Estados Unidos pra Israel em 1992 e hoje é pastor de uma congregação em Jerusalém (Ahavat Yeshua). Ele e sua esposa são diretores do ministério “Revive Israel”, tendo como alvo discipular e treinar jovens israelenses, pra expandir o Reino de Cristo em toda terra.