Um teatro judaico, uma peça judaica, num cenário judaico

Quando a história do Natal começa, o Messias está prestes a nascer. Os atores estão prontos e o palco está pronto. E todos os extras, todos os atores principais e todos os assistentes de palco (com exceção de Herodes e os três magos) são judeus.Este “filme” está sendo filmado, está ocorrendo, em Israel. A cena de abertura é no Monte do Templo, onde Z’charya (Zacarias em português) é “escolhido por sorte para entrar no Templo de YHVH e queimar incenso. E toda a multidão do povo estava em oração do lado de fora, na hora da oferta do incenso ”(Lucas 1: 9-11).

Aproximadamente um ano depois, Shim’on (Simeão em português) “pelo Espírito foi ao Templo” (Lucas 2:27), onde pronunciou uma beracha, ou seja, uma bênção sobre o bebê Yeshua, dizendo:  Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois  os meus olhos viram a tua salvação,  a qual tu preparaste perante a face de todos os povos,  luz para alumiar as nações e para glória de teu povo Israel.  (Lucas 2: 29-32).

Este Shim’on então proferiu uma palavra profética sobre Miriã (Maria em português): “Eis que esta Criança é designada para a queda e ascensão de muitos em Israel, e para que um sinal e contradição – e uma espada transpassará até mesmo a sua própria alma – para que os pensamentos de muitos corações possam ser revelados ”(Lucas 2: 34-35).

Chana (Ana em português- a profetisa judia da tribo de Aser; Lucas 2:36) era uma presença familiar no Templo do monte naqueles dias. Ela “nunca saiu do Templo, servindo noite e dia com jejuns e orações. Naquele mesmo momento, ela subiu e começou a dar graças a Deus, e continuou a falar d’Ele a todos os que esperavam a redenção de Jerusalém ”(Lucas 2: 37-38).

Até agora esta história parece muito judaica…

(Por Avner Boskey)

Cresci jejuando no Yom Kippur desde bem pequena. Já que morávamos a um bloco da sinagoga, membros da família e amigos frequentemente gastavam os intervalos das reuniões na casa de meus pais. Ainda relembro-me que por anos, perguntei ao meu pai, meus tios, primos, meu rabino: “Onde está o sacrifício? onde está? Se seguimos todas estas normas e regulamentos, onde está o sacrifício?

Depois que me tornei uma seguidora de Yeshua*, tudo isto passou a ter sentido para mim. Eu sei que esta pergunta que queimava em meu jovem coração, era o Espirito Santo direcionando-me para a vida expiatória de Jesus. Como sou grata pelo trabalho dele em mim e pelo coração questionador que Ele me deu!”

Assim como havia dois bodes (no dia da expiação), deve haver ambos um sacrifício pelo pecado e um “carregador dos pecados”. João viu Jesus vindo até ele quando estava batizando aqueles que se arrependiam no rio Jordão, e ele exclamou,

“Hineh! Seh haElohim ha’noseh hatat ha’Olam!’-  “Olhem! o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”     CORDEIRO2

O Rei Davi entendeu isto. No salmo 25 ele pede perdão pelos pecados duas vezes. Contudo a palavra que frequentemente é traduzida como perdão no verso 18 é diferente daquela usada no verso 11; no primeiro a palavra significa “perdoar”, no segundo ela significa literalmente “carregar”. Perdão de pecados requer ambos um sacrifício de sangue para purificar, e um carregador dos pecados, pra toma-los sobre si. O verso 22 clama a Elohim para “redimir Israel de todas as suas tribulações.” Eles nunca poderão fazer isto por si mesmo, somente o Seu Deus pode prover redenção completa, e isto através do trabalho de Seu Filho: JESUS CRISTO.

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(*)  Ester, nome fictício de uma judia que se converteu a Cristo e mora em Israel.

(**)  Yeshua é o nome hebraico de Jesus.

O YOM KIPPUR e o testemunho de Ester*, uma seguidora de Jesus em Israel

Publicado em Escrituras Sagradas, Israel

Cartas de Israel (2)

jpt-productpage-torahTorá (*) – Tesouro antigo sendo restaurado em nossos dias

A Torá é tão antiga quanto o mundo, mas só hoje ela está recuperando o valor na vida de muitos crentes. Durante séculos muitos discípulos gentios do Messias largamente ignoraram o Tanakh (Antigo Testamento) e a Torá de Moisés (Gênesis até Deuteronômio).

Todavia, em nossos dias, cristãos ao redor do mundo estão começando a entender o fundamento da Torá, o que faz com que as verdades do Novo Testamento, se tornem ainda mais brilhantes e mais poderosas. E aqueles que costumavam dizer as palavras “creia, creia, creia” estão agora acrescentando: “Aquele que crê n’Ele, cumpre a Sua Palavra e Seus mandamentos.” A Palavra de Deus está sendo restaurada.

“Por isso, todo mestre da lei que tornou-se um discípulo do reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas antigas” (Mateus 13:52).

Tesouros antigos são uma referência à Torah – estudar e compreender esta fé sem obras é algo morto (Tiago 2:26). E obras – isto é, quando você está fazendo não apenas o que você entende, mas o que a Palavra de Deus determina como sendo importante e necessário.

O sacerdócio da Nova Aliança e fé em Yeshua (Jesus) já completou 2.000 anos.  Mas, infelizmente, por muitos tempo, se distanciou do povo judeu entre os quais foi iniciado. Agora vemos acontecer algo diferente – israelenses modernos acreditando em Yeshua.

Muitos israelenses seculares estão intrigados. Mesmo entre os judeus ortodoxos ouvimos novo debate sobre a questão “Quem é este Yeshua?” Até recentemente, eles só o amaldiçoavam, mas agora alguns rabinos concordam: “Ele é a nosso, Ele é judeu.”

Vemos uma agitação no coração do nosso povo. Que possamos encontrar um equilíbrio e receber a sabedoria do Senhor em como trazer uma boa notícia para aqueles que estão abertos para a verdade – tanto para “veteranos” quanto  para aqueles que acabaram de chegar em Eretz Israel.


(*) Torá se refere aos cinco primeiros livros da Bíblia, também conhecidos como pentateuco.

 § Carta de um discípulo seguidor de Jesus, judeu messiânico que vive em Israel