Meditações sobre Deus (3)

 

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Porque meditar sobre Deus?

“…pois nele vivemos, e nos movemos, e existimos…”  (Atos 28:28)

Se Deus é a razão e o porque de nossa existência, pensar e meditar n’Ele deveria ser a coisa mais natural em nossa vida. Todavia, desde que fomos contaminados pelo vírus do pecado, esse hábito precioso nos parece algo enfadonho e complicado. Parece difícil parar pra pensar no criador, ou mesmo contemplá-lo em sua criação.

O conhecimento de Deus é algo tão vasto, que uma vida inteira não seria suficiente para aprendermos tudo sobre Ele. Todos os livros do mundo não poderiam abranger nem mesmo conter, tudo o que precisamos saber sobre Ele, pois é infinito. Sei que o que escrevo aqui é apenas um grãozinho de areia em toda essa imensidão. Estou apenas tentando aguçar o apetite de pessoas como você, que buscam crescer no conhecimento d’Ele.

“Conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR;” (Os. 6:3)

Essa palavra do profeta Oseias nos fala de algo contínuo, de uma busca diária que nos leva a níveis novos de revelação da pessoa de Deus. Não podemos presumir que seja possível conhecer a Deus, simplesmente participando de reuniões religiosas ou mesmo fazendo um curso teológico. O conhecimento de Deus, deve ser o foco de toda a nossa vida.

Portanto, precisamos estabelecer o alvo de buscar conhecê-lo em nosso dia-a-dia. Ouvi de um pregador que “a pessoa mais negligenciada no Reino de Deus  é o próprio Deus”.  Queremos fazer muito pra Ele, mas isso acaba nos levando a uma vida atarefada, que nem mesmo deixa tempo pra estarmos a sós com Ele, e encontrá-lo  no lugar secreto.

Finalizo esse post com algumas frases de nosso amigo Tozer, em seu livro, Mais Perto de Deus:

“O desejo de saber aquilo que não se pode saber, compreender o Incompreensível, tocar e provar o Inatingível, surge da imagem de Deus na natureza do homem. Um abismo chama outro abismo, e embora poluída e limitada por aquilo que os teólogos chamam de “A Queda”, a alma sente suas origens e almeja voltar à sua Fonte. Como realizar isto?”

Tentarei no próximo post escrever um pouco, sobre como podemos voltar às nossas origens, ou melhor, à Fonte que é Deus!

Abraços e até a próxima.

Meditações sobre Deus (1)

O Leão da Tribo de Judá

Pensar ou mesmo escrever sobre Deus é algo que me fascina e creio que deveria deixar cada ser humano neste planeta extasiado. Por isso estou começando uma série de reflexões sobre a pessoa maravilhosa de Deus.

Compartilho, neste primeiro post, algumas pérolas de Tozer, pastor americano que durante sua vida, não só pregou mas viveu uma vida de intensa busca pelo conhecimento e intimidade com Deus.

A trindade, é o tema desta meditação:

O DEUS TRIÚNO

Meditar sobre as três pessoas da Divindade é andar em pensamento pelo Jardim do Éden, é pisar em terra santa. Nosso mais ardente esforço para penetrar o mistério incomparável da Trindade deve permanecer para sempre inútil, e somente através da mais profunda reverência poderemos evitar cair na presunção arrogante.

A doutrina da Trindade é verdade para o coração. Somente o espírito do homem do homem pode entrar pelo véu e penetrar o Santo dos Santos. (…) Cristo não hesitou em usar a forma plural ao falar de Si mesmo junto do Pai e do Espírito: “E viremos para ele e faremos nele morada” (João 14:23). Disse ainda: “Eu e o Pai somos um”. É importantíssimo que pensemos em Deus como Trindade na Unidade, sem confundir as Pessoas nem dividir a Substância. Só assim pensaremos corretamente a respeito de Deus, de maneira digna dEle e de nossas próprias almas.


Amanhã tem mais…com a ajuda de Deus!

 

 

 

 

 

Semana passada postei um texto do Asher Intrater, pastor messiânico em Jerusalem, P1060900sobre a importancia de sermos fiéis até o fim.

Mas hoje quero escrever algo sobre a fidelidade de Deus, pois este assunto tem pairado sobre minha mente nos últimos dias, de uma forma muito forte.

Como pessoas criadas à imagem de Deus, deveríamos refletir aquilo que Ele é.  Sendo a fidelidade um dos atributos divinos, deveríamos também ser pessoas fiéis, não é mesmo?? Todavia, fazemos promessas a Deus e às pessoas e falhamos em cumpri-las muitas vezes.

Mas com Deus não é assim:

“Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si  mesmo.”  (2 Tm. 2:13)

Na medida que crescemos no conhecimento de Deus e nossa intimidade com Ele se intensifica, nos tornamos também pessoas fiéis. Iremos refletir aquilo que Ele é, assim como é natural as crianças ao crescerem tornarem-se como seus pais.

Tozer, em seu livro “Mais perto de Deus” compartilha algumas  sementes preciosas sobre esse  tema:

Toda a nossa esperança de bênçãos futuras se apóia sobre a fidelidade de Deus. As Suas alianças permanecem porque Ele é fiel e honrará suas promessas. Poderemos viver em paz e aguardar com segurança o futuro somente porque temos certeza de  que Ele é fiel. (…) Os filhos da nova aliança, por maiores que sejam as sua provações, podem ter certeza de que Ele jamais deixará de mostrar-lhes a Sua misericordia, nem falhará na Sua fidelidade.”

Tenho ultimamente cantarolado uma canção que foi bem popular alguns anos atrás no Brasil.  Deixo aqui a letra de uma parte da canção pra voce meditar…e que seja essa a oração de nossos corações nos das a seguir:

“Serei fiel ao meu Jesus, serei fiel;
Serei fiel ao meu Jesus, serei fiel.
Há uma carreira para correr,
Há uma vitória para alcançar.
A cada dia ao meu Jesus serei fiel.”

A Fidelidade de Deus

Reflexões sobre a bondade de Deus (I)

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O tema “Bondade de Deus” tem me fascinado nos últimos dias. Creio que muitos concordam que Deus é Santo e Justo, mas será que concordam também, que o Deus verdadeiro é totalmente Bom??
Lendo um dos escritos de Tozer deparei-me com uma pérola, que compartilho abaixo com voces. O meu desejo é incluir mais algumas reflexões sobre o tema, ao longo desse mês.

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“A bondade de Deus é o motivo de todas as bênçãos que Ele nos outorga dia a dia. Deus nos criou pela bondade do Seu coração e nos redimiu pela mesma razão.
Toda a perspectiva da humanidade mudaria se pudéssemos compreender que vivemos sob um céu amigo e que o Deus dos céus, embora exaltado em poder e majestade, anseia pela nossa amizade.” (Mais perto de Deus / A.W. Tozer)

 

(Fotos: foram feitas por mim, perto de onde moramos aqui na Markgräflerland-Alemanha)

A reticência e o Mar de fogo

Dentro do coração que quer falar a Deus, lutam sempre a compulsão e a reticência. (…) Nós nos consolamos, no entanto, com a idéia de que é Deus que coloca em nossos corações o desejo de buscá-lO, tornando possível conhece-lo em parte, e Ele se agrada do mais frágil esforço para torná-lO conhecido.

Se algum observador ou santo que tivesse passado séculos ao lado do mar de fogo, descesse à terra, como seria sem significado para ele a tagarelice incessante dos homens. Como lhe seriam estranhas e como pareceriam vazias as palavras triviais, áridas e inúteis que hoje se ouvem na maioria dos púlpitos todas as semanas. E se algúem fosse falar aqui na terra, não falaria sem dúvida de Deus, fascinando os seus ouvintes com as descrições extasiadas da Divindade? E depois de ouvi-lo, será que consentiríamos novamente em aceitar qualquer coisa inferior à teologia, a doutrina de Deus? Não exigiríamos depois de tal experiencia, qu nos falassem tão-somente da visão do próprio Deus ou então que se calassem totalmente?”

(Mais perto de Deus – A.W. Tozer)

A reticência e o Mar de fogo…