Quando você entender em termos médicos, você valorizará o sacrifício, o sofrimento e a morte de Cristo

 

Quando você entender em termos médicos, você valorizará o sacrifício, o sofrimento e a morte de Cristo.
(Por Paul Strand)


Todos os cristãos sabem que Cristo morreu por eles na cruz. Mas um médico aqui em Indianápolis que estudou a crucificação por uma década diz que até você entender o que Jesus passou em termos médicos, é difícil valorizar plenamente o quanto Ele sofreu para pagar pelos pecados da humanidade.
“Era a pior forma de morte imaginável,” disse Joseph Bergeron, autor do livro A Crucificação de Jesus. “E os romanos a usavam há três séculos na época em que Jesus apareceu, então estava bem aperfeiçoada.”


Médico descarta sufocação
Bergeron disse ao noticiário da Rede de Televisão Cristã dos EUA: “Na maioria das vezes na Páscoa ouvimos pregações sobre como Jesus sufocou enquanto estava na cruz.”
No entanto, o médico diz que o sufocamento não combina com os relatos dos Evangelhos de Jesus falando na cruz.
“Ele falou com o Apóstolo João, por exemplo. Ele falou com os ladrões que foram crucificados com Ele. Quando você está sufocando e lutando pelo seu último suspiro, você não tem interesse em continuar uma conversa,” argumentou.
E embora isso fosse uma maneira ruim de morrer, os romanos se asseguraram de que uma morte relativamente rápida não ocorresse, de modo que aqueles que eles crucificavam sofressem por muito mais tempo.
“Há referências literárias sobre pessoas que ficaram na cruz por uma semana. Quando você está sufocando, você não vai durar tanto tempo,” disse o médico, acrescentando: “Com a crucificação, era uma morte lenta e torturante.”


Grande pista nas próprias palavras de Cristo: “Este é o meu sangue derramado…”
A verdadeira causa da morte aparece nas palavras proféticas de Cristo na Última Ceia.
“Jesus nos disse como Ele iria morrer. Ele disse: ‘Este é o meu sangue que é derramado para a remissão de pecados.’ Isso não é sufocamento. Isso é sangramento até a morte. Isso é choque. Essas são as complicações do choque.”
O termo médico preciso usado por Bergeron é “choque hemorrágico traumático.”
Como explicar o fato estranho de que Ele suou sangue no jardim do Getsêmani? A explicação é que Ele sabia que uma morte tão cruel estava vindo depressa a Ele.


Jesus na angústia traumática antes que o sofrimento físico começou
“E para ser honesto com você, nunca entendi isso ou pensei que isso tivesse acontecido,” admitiu Bergeron. “Mas estudando a crucificação extensivamente nos últimos 10 anos, entendi que realmente ocorre o suor de sangue. Houve poucos casos — apenas alguns. Eles são sempre antes de ferimentos graves, a ameaça de lesão e, geralmente, antes da execução. Que Jesus suou gotas de sangue significava que ele entendeu completamente o que estava prestes a acontecer a ele.”
E então começou quando Jesus foi levado cativo e conduzido a dois grupos de atormentadores. Os judeus e romanos espancaram e rasgaram Sua carne em duas surras violentas.
Bergeron disse desses judeus: “Caifás e o sinédrio O condenaram por blasfêmia, que era punível com a morte.”
Mas sob o governo romano os judeus não tinham autoridade para executar, então eles O puniram fisicamente de forma brutal. Então toda uma companhia de soldados romanos O espancou até quase mata-lo.


O que irritou os romanos
O autor explicou: “Agora você tem de entender que os romanos não gostavam dos judeus, para começar. Eles eram antissemitas. E para a pessoa que era acusada basicamente insurreição política — nomear-se rei dos judeus — isso teria aumentado a raiva deles e piorou a surra que Ele experimentou dos soldados romanos.”
Bergeron disse a respeito de Jesus: “E assim, a surra que Ele levou excedeu o que era típico para as vítimas da crucificação. E ele teve uma grande perda de sangue e ferimentos nos tecidos.”
Então o choque começou a se instalar antes que Cristo atingisse o Calvário.


Por que Ele não conseguiu levar a cruz?
“Parecia que ele estava começando a experimentar o choque apenas andando ali. Porque ele não conseguiu levar parte da cruz para o local da crucificação. Esperavam que Ele fizesse isso. Todo faziam isso, mas Ele não conseguiu,” disse Bergeron .
Isso levou o médico a diagnosticar: “Então Ele estava ficando fraco e entrando em choque naquele momento, mais provavelmente do que não.”
Então veio a execução mais dolorosa e humilhante que os romanos podiam administrar.


Crucificação “Considerada Obscena”
“Era considerada obscena,” Bergeron compartilhou. “Um cidadão romano nunca seria crucificado. A crucificação era para insurgentes políticos, criminosos e escravos fugitivos.”
A crucificação puniu totalmente o corpo de Jesus com um choque tão traumático a ponto de matá-Lo horas antes do que a maioria das pessoas crucificadas.
O médico explicou que o choque impediria que o sangue de Cristo coagulasse.
“Essa é uma complicação muito sinistra, difícil de controlar, mesmo em centros médicos modernos que tratam trauma,” ele compartilhou de seus anos de experiência médica. “Na época de Jesus, não haveria tratamento e levaria à morte rápida. E isso explica por que Jesus morreu tão rapidamente: seis horas, em vez de dias, o que pode ser o caso com muita frequência.”


Morrer rapidamente, mas horrivelmente
O Filho de Deus morreu rapidamente, mas horrivelmente. O que deixa Bergeron maravilhado com o sacrifício.
Ele disse ao noticiário da Rede de Televisão Cristã em um tom calmo e reverente: “Que Ele se tornaria um ser humano e viria aqui e faria isso para retificar nosso relacionamento como seres humanos com Deus, redefinir e restaurar a comunhão com Deus, é uma coisa incrível.”
E naquela cruz, Jesus Cristo mostrou como é simples encontrar salvação nEle.
Então este médico e homem de fé compartilhou: “A oração para conhecer a Deus é tão simples. É como o ladrão na cruz. Ele não sabia o que dizer, então apenas disse: ‘por favor, lembre-se de mim.’ E uma oração sincera de qualquer pessoa nunca é rejeitada. Jesus disse a ele que ele estaria no paraíso naquele dia.”
Bergeron percebe que é difícil encarar todos os detalhes sangrentos da morte de Cristo. Mas ele acredita que isso pode nos ajudar a amar e respeitar ainda mais um Deus disposto a descer à Terra e enfrentar tal dor e agonia para que os seres humanos possam ser limpos de seus pecados e passar a eternidade com Ele

.Fonte: www.juliosevero.com

 

Sim, eu amo a mensagem da Cruz! (1a. parte)

CruzdeCristo

A cruz de Cristo,  é um dos temas centrais de nossa fé cristã. Sem a cruz o Cristianismo é apenas mais uma religião cheia de rituais, dogmas e vãs filosofias. É claro, não estou aqui mencionando a cruz, como um objeto a ser carregado ou pendurado no pescoço. A cruz de Cristo é muito mais do que um crucifixo!

Louvo a Deus pelos pregadores que ainda hoje ousam pregar sobre esse tema.  Mesmo sabendo que para muitos a crucificação de Jesus, ainda hoje traz a memória um evento assustador!

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” (I Co. 1:18)

Nos dias do apóstolo Paulo a  morte na cruz era considerado algo extremamente vergonhoso.  Mas desde o momento em que Jesus o encontrou no caminho de Damasco, ele passou a dar ênfase à obra que Cristo realizou na cruz.  E também a viver as implicações de uma vida centrada na cruz.

É do autor Bob Sorge, uma das melhores colocações que já li sobre o tema:

  • “O Salmo 91:1 aponta diretamente para a Cruz de Jesus Cristo: “Aquele que habita  no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente.” Você não pode chegar mais perto da sombra do Onipotente do que quando você está abraçando a cruz. A sombra da Cruz é o lar dos santos! A cruz é o lugar mais seguro da terra.”

Sim, a sombra da Cruz é o lugar mais seguro que existe. É aqui que somos protegidos do engano e guardados de toda decepção.

É na cruz que a verdade se transforma em graça.

É sábio aquele que canta, e não somente canta mas crê nas palavras deste hino antigo:

“Sim eu amo a mensagem da cruz

Té morrer eu a vou proclamar

Levarei eu também minha cruz

Té por uma coroa trocar”.  (Harpa Cristã – 291)


“Se a cruz não for o centro de nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus”.   (John Stott)

Sofrimento e Glória (1)

“Existe uma ligação necessária entre sofrimento e glória”.       (Elisabeth  Elliot)

Há poucos dias ouvi uma canção evangélica brasileira que dizia “você não nasceu pra sofrer”.  Pensei comigo, que engano!  Infelizmente temos hoje um número imenso de canções ditas cristãs que contém muito engano e fantasia em suas letras. É certo que ninguém anela uma vida de sofrimento, todavia não podemos fugir dele. O sofrimento faz parte da vida de cada um de nós, quer queiramos ou não!

Tenho aprendido muito sobre o tema lendo o livro de Elisabeth Elliot “A path through suffering”. Ela que ainda bem jovem teve seu esposo assassinado pela tribo auca, no Equador.  Quando junto com outros amigos missionários tentava estabelecer contato com os indios.

Elliot compartilha em seu livro que após a morte de seu esposo recebeu muitas cartas, muitas delas com citações de versos bíblicos. Mas a escritura que mais falou ao seu coração naquela ocasião foi 2 Coríntios 4 versos 17 e 18, que diz:

Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente,  não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas.”  (2 Co. 4:17,18 ARC)

O apóstolo Paulo compara o sofrimento com algo leve e passageiro, que resulta em algo glorioso e permanente, ou melhor, eterno!

O último ano não foi um ano fácil pra mim e meu esposo, bem como pra nossas famílias. Enfrentamos perdas em ambos os lados. Acompanhamos o sofrimento de uma sobrinha que num só dia perdeu o marido e os dois filhos pequenos. Sofremos ao ver o sofrimento dela e dos demais familiares. Já do meu lado sofremos com a perda de minha mãe depois de um período de luta com enfermidade.

Com esses acontecimentos comecei a refletir sobre algo que faz parte de nossas vidas. Sim, queiramos ou não o sofrimento faz parte de nossas vidas.

A cruz significa sofrimento. Não há como entenderemos o significado do sofrimento se não  chegarmos até a cruz de Cristo.

É de Elliot, quatro aspectos de como lidar com qualquer forma de sofrimento:

  1. Reconheça o sofrimento;
  2. Aceite-o;
  3. Ofereça a Deus como um sacrifício;
  4. Ofereça a si mesmo junto com o sofrimento.

Sim eu amo a mensagem da Cruz (1)

CruzdeCristo

A cruz de Cristo,  é um dos temas centrais de nossa fé cristã. Sem a cruz o Cristianismo é apenas mais uma religião cheia de rituais e dogmas e vazia de vida.

“Certamente, a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus.” (I Co. 1:18)

A sombra da Cruz é o lugar mais seguro que existe. É aqui que somos protegidos do engano e guardados de toda decepção.

Encontro nas palavras do autor Bob Sorge, uma das melhores colocações que já li sobre o tema:

  • “O Salmo 91:1 aponta diretamente para a Cruz de Jesus Cristo: “Aquele que habita  no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente.” Você não pode chegar mais perto da sombra do Onipotente do que quando você está abraçando a cruz. A sombra da Cruz é o lar dos santos! A cruz é o lugar mais seguro da terra.”

É na cruz que a verdade se transforma em graça.

A Cruz é o lugar onde a humildade de Deus se manifesta plenamente:

“… pois ele (Jesus), subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus…a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz.”  (Filipenses 2:6,8)

Infelizmente esse é um tema desconhecido de muitos púlpitos, que hoje evitam temas como a cruz de Cristo, a expiação de pecados e o arrependimento.

Todavia, é importante nos lembrarmos sempre que a cruz é o símbolo de nossa salvação e também da exclusividade de Jesus Cristo.

Essa reivindicação de  exclusividade é a pedra de tropeço no trajeto da unificação religiosa mundial: uma pedra de tropeço que nunca pode ser removida.

É sábio aquele que canta, e não somente canta mas crê nas palavras do velho hino:

“Sim eu amo a mensagem da cruz

Té morrer eu a vou proclamar

Levarei eu também minha cruz

Té por uma coroa trocar”.  (Harpa Cristã – 291)