A oração que Deus se alegra em responder

Com certeza todos nós queremos que nossas orações sejam respondidas, não é mesmo??  Todavia, algumas orações são tão egoístas, que nem é preciso ser teólogo pra saber que essas orações não serão respondidas.

Mas é bom saber que há orações que Deus tem prazer em responder,  uma delas é a oração de arrependimento, quando pedimos perdão pelos nossos pecados. A única coisa que temos a fazer é confessar nosso pecado e pedir que Ele apague, lave e nos purifique, como fez Davi em sua famosa oração de confissão de pecados no Salmo 51:

“…apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. Lava-me completamente da minha iniquidade e purifica-me do meu pecado. Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.”

Outra oração de Davi, relatando sua experiencia de confissão e perdão de pecados é esta do Salmo 32 verso 5:

“Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse confessarei ao SENHOR as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado.”

Não é maravilhoso saber que Deus nos ouve e está sempre pronto a nos atender quando pedimos a Ele perdão?

Quando nós pecamos contra Deus e os homens não precisamos nos afastar em desespero, podemos voltar pra Deus, clamando a Ele o perdão e depois nós poderemos dizer, como o salmista Davi:

“Quando os nossos pecados pesavam sobre nós,
tu mesmo fizeste propiciação
    por nossas transgressões.”  (Salmo 65:3)

Lembre-se nas profundezas de sua agonia, Deus ouve e responde as orações!

Isaías 1.18

 

 

Jesus e a festa de Hanucá

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Para aqueles que são discípulos, seguidores de Jesus, é importante verem todas as coisas pela ótica de seu mestre.

Jesus, como um bom judeu, celebrou as festas judaicas, incluindo Hanucá.

João registra, em seu Evangelho, Jesus andando no Templo, durante o Festival de hanucá em Jerusalém:

“Celebrava-se em Jerusalém a Festa da Dedicação. Era inverno. Jesus passeava no templo, no Pórtico de Salomão”. (João 10:22)

Jesus conhecia muito bem a história por trás desta festa.  Como discípulos e seguidores dele, faríamos bem em conhece-la também.

Susan Michael* faz uma ótima explanação sobre a importância de hanucá, para nós cristãos:

“Os cristãos de hoje também fariam bem em lembrar-se da fidelidade de Deus para com os hebreus nesse primeiro hanucá. Se Antíoco tivesse conseguido aniquilar a nação de Israel, não haveria nenhuma mulher judia, chamada Maria para se tornar a mãe de Jesus Cristo. Também não teria havido o Templo para o início da história do Natal. Lucas 1 começa a história da natividade no Templo, com um anjo anunciando ao sacerdote Zacarias que sua esposa daria à luz a João Batista. Não é por acaso que Deus escolheu iniciar a História de Natal no Templo, o coração da vida e fé judaica naquele momento.”

Foi durante uma festa de hanucá que ele escolheu falar de si mesmo como “O Bom Pastor”, que “dá a sua vida pelas ovelhas.” E, “As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que as deu para mim, é maior que todos, e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um “(João 10: 27-30)

Hanucá – A Festa da Dedicação-o Festival das Luzes é uma época para:

  • Permitirmos que a Santa Luz do Espírito  brilhe dentro de nós mesmos, revelando alguma idolatria ou impureza que tenha contaminado os nossos corpos (que são o Templo do Espírito Santo) e removê-la. E também de dedicar novamente nossos corpos como sacrifício vivo a Deus.
  • Dedicarmos nossos ouvidos para escutar a voz do nosso Pastor (cf. João 10 acima).
  • Tempo de deixarmos nossas “luzes” brilhar intensamente atingindo a escuridão, e ao mesmo tempo, se juntando à luz de outros discípulos de Jesus.

(*) SUSAN MICHAEL é diretora da ICEJ (Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém) nos Estados Unidos.

O significado de Chanucá

Chanucá

Começou hoje a festa judaica conhecida como Chanucá ou Hanukkah. Como tenho aprendido  nestes dias fatos interessantes sobre a cultura judaica, achei por bem escrever um ou dois posts sobre essa festa, sendo esse o primeiro deles. Uma boa parte é resultado de pesquisa e traduções, sendo que no caso de tradução, colocarei sempre no final o nome do autor ou autores.


Chanucá é uma palavra hebraica que significa “dedicação”. (Ela é usada, por exemplo, em II Crônicas 7:.. 9, quando Salomão dedicou o altar do Primeiro Templo, mas também ocorre no título do Salmo 30, que é um cântico de dedicação da casa). A celebração judaica de oito dias que leva esse nome (que também é chamado de Festival das Luzes) lembra a re-dedicação do “segundo” templo em Jerusalém, depois de este ter sido recuperado pelas forças judaicas de Judas Macabeu em 164 a.C. O rei sírio Antíoco IV Epifânio (um precursor do Anti-Cristo, que foi predito em Daniel 11:21), procurando forçar os judeus a abandonar a sua religião e cultura pela da Grécia, emitiu decretos proibindo a circuncisão, observância dos sábados judaicos e dias de festa. Ele contaminou o Templo Sagrado, oferecendo uma porca no altar e levantou no Santuário uma estátua ao deus grego Zeus.

Como narrada no Primeiro Livro dos Macabeus, que é um relato histórico respeitado da história judaica encontrada nos livros Apócrifos, uma revolta foi iniciada pelo sacerdote Matatias e, posteriormente, conduzida por seu filho Yehuda (Judas) Macabeu. Isso resultou na derrota das forças sírias, após o que, o Templo profanado foi limpo e re-dedicado.

 Outro relato conta como durante esta limpeza só havia óleo consagrado suficiente para queimar no menorá do templo por uma noite, mas um milagre aconteceu e o óleo continuou queimando por oito dias.  O guerreiro vitorioso Yehuda ordenou “que os dias da dedicação do altar fossem  mantidos em seu tempo, de ano em ano, pelo espaço de oito dias, a partir do dia vinte e cinco do mês de Kislev, com alegria e júbilo” (I Macabeus 4:59).

O milagre deu origem à tradição associando este feriado com óleo e luz (“Festival das Luzes”) – a partir da menorá de oito braços (que muitas vezes é alimentada por óleo), tendo uma nova lâmpada acendida a cada noite do festival, às rosquinhas fritas em óleo, disponíveis em cada esquina.

(Texto de M. Sarvis)

 

 

 

Publicado em Coisas do dia-a-dia, Escrituras Sagradas

As luzes natalinas e uma reflexão sobre a verdadeira luz

No primeiro dia de dezembro fomos à cidade de Freiburg, que fica cerca de 30 km de onde moramos. Notamos um movimento fora do normal, pessoas caminhando apressadamente em direção ao centro da cidade..foi então que lembramos que já haviam instalado a feira natalina, e todas aquelas pessoas estavam indo até lá.

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Deste lado do hemisfério, no mês de dezembro, temos os dias mais curtos do ano. A partir das 16 horas da tarde o dia já começa a declinar.

Como é o mês do natal, as noites são bem iluminadas, tanto nas pequenas como nas grandes cidades.

Na Alemanha temos em dezembro as famosas “Weihnachtsmarkte”, que são,  feiras de natal que acontecem principalmente na parte da noite. Nelas servem-se pães com salsichas e o   Gluckwein , que é um vinho quente com especiarias. Infelizmente muitos voltam pra casa embriagados depois de tomarem muitos copos desse vinho atrativo.

As luzes do natal tem algo que deixa as pessoas fascinadas. Pessoas vão a essas feiras porque querem ver a luz artificial produzida especialmente pra esse período do ano. Me parece que isso é algo que vai de encontro ao anelo por fascinação que existe dentro de cada um de nós.P1080945

Quando voltamos pra casa fiquei meditando sobre o quanto as luzes natalinas nos deixam deslumbrados. E me veio a pergunta, “será que ficamos fascinados também com a luz verdadeira?”

De lá pra cá tenho me lembrado de versos bíblicos que nos ensinam sobre a luz e copiei abaixo uma seleção de alguns textos bíblicos que nos falam da luz:

“E esta é a mensagem que dele ouvimos e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.”  (I João 1:5)

“Disse Deus: Haja luz; e houve luz. E viu Deus que a luz era boa; e fez separação entre a luz e as trevas.”  (Gn. 1:3,4)

Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho. (Sl 119:105)

A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices.         (Sl. 119:130)

Aos justos nasce luz nas trevas; ele é piedoso, misericordioso e justo.     (Salmo 112:4)

 Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens; e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João. Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz. Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo, 10 estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu. (João 1:4-10)

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. (João 8:12)

Porque Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo. (2 Co. 4:6)

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Que nestes dias de luzes artificiais, muita correria e consumismo, possamos nos lembrar do que realmente é importante, e deixar a luz do mundo (Jesus) encontrar lugar em nossos corações!!