Uma estrela para não esquecer

Não sou amante de futebol e nem tenho o hábito de assistir jogos. Todavia algo me chamou a atenção nesta semana.

De acordo com o site do Globo esporte, “o time brasileiro do Corinthians vestiu uma camisa especial com uma estrela amarela de Davi para a partida desta quarta-feira contra o Fortaleza, por ocasião do aniversário da “noite de vidros quebrados”.

A “Noite dos Cristais” (Kristallnacht ou Reichspogromnacht), de 9 para 10 de novembro de 1938, em toda a Alemanha e Áustria, foi marcada pela destruição de símbolos judaicos. Sinagogas, casas comerciais e residências de judeus foram invadidas e seus pertences destruídos.

Foi instigado principalmente pelo partido nazista, que governava a Alemanha desde 1933. Deve seu nome aos fragmentos de vidros quebrados que cobriram as ruas alemãs após o pogrom; os cristais eram restos de sinagogas, casas e negócios judeus que foram saqueados e destruídos durante a violência. É considerado o começo da perseguição aberta contra judeus no Terceiro Reich.

A ação foi realizada em colaboração com a agência Tech and Soul e com o Memorial do Holocausto em São Paulo. 

Relembrando “a noite dos vidros quebrados”

P1080837Ontem, dia 09 de novembro, fomos até a cidade de Muellheim participar de uma marcha silenciosa, relembrando esse triste acontecimento  ocorrido a 76 anos atrás. Finalizamos a marcha no local onde no passado havia uma Sinagoga. Lá os líderes da marcha haviam colocado  peças de roupas sobre uma mesa, e em cada peça estava escrito nomes de antigos moradores da cidade, ou seja, judeus-homens e mulheres que foram levados aos campos de concentração para morrer. Cada participante da marcha pode escolher um peça  de roupa. Em seguida, fizemos a leitura dos nomes junto com a data de nascimento e deportação. As roupas foram penduras num varal que havia sido preparado pra ocasião (ver na foto acima).

Concluo este post com uma pequena descrição dos acontecimentos daquela noite, que traduzi de um site de notícias australiano:

“Na noite de 9 de Novembro de 1938, os sons de vidros sendo quebrados abalou o ar nas cidades por toda a Alemanha, enquanto incêndios em todo o país consumia sinagogas e instituições judaicas. Ao final do tumulto, gangues de tropas de assalto nazistas haviam destruído 7000  empresas judaicas, incendiado cerca de 1400 sinagogas, matado 91 judeus e deportado cerca de 30.000 homens judeus para campos de concentração “. Esta foi a Kristallnacht ou a Noite dos Vidros Quebrados. Que foi também uma noite de terror, de morte e de destruição… quando os judeus foram despojados de sua dignidade, a sua segurança, de seus direitos humanos e seus meios de subsistência “.  (“Kristallnacht’s Aboriginal hero”: The    Australian Jewish News, p.12; 8 November 2013.).

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Interior da sinagoga de Berlim, depois da infame “Kristallnacht”

Relembrando “a noite dos vidros quebrados”!

O dia 09 de novembro está associado com um dos dias mais escuros na história da Alemanha. Apesar de que muitos gostariam que esse dia nem fosse lembrado, mas simplesmente ignorado, esquecido.270px-1938_Interior_of_Berlin_synagogue_after_Kristallnacht

Neste ano completaram 75 anos, desde o início de uma perseguição ao povo judeu, que acabou por exterminar mais de 6 milhões do povo escolhido.

Em muitas cidades da Alemanha, sinagogas relembraram a terrível  Noite dos Cristais (Kristallnacht), que na verdade foi a “noite dos vidros quebrados”.

Segue abaixo um pequena descrição dos acontecimentos daquela noite:

“Na noite de 9 de Novembro de 1938, os sons de vidros sendo quebrados abalou o ar nas cidades por toda a Alemanha, enquanto incêndios em todo o país consumia sinagogas e instituições judaicas. Ao final do tumulto, gangues de tropas de assalto nazistas haviam destruído 7000  empresas judaicas, incendiado cerca de 1400 sinagogas, matado 91 judeus e deportado cerca de 30.000 homens judeus para campos de concentração “. Esta foi a Kristallnacht ou a Noite dos Vidros Quebrados. Que foi também uma noite de terror, de morte e de destruição… quando os judeus foram despojados de sua dignidade, a sua segurança, de seus direitos humanos e seus meios de subsistência “.  (“Kristallnacht’s Aboriginal hero”: The    Australian Jewish News, p.12; 8 November 2013.).