Jesus Vem!

Um missionário retornou à pequena aldeia onde servia ao Senhor e encontrou grande desolação. Ela havia sido completamente destruída por inimigos do Evangelho de Cristo. Ele encontrou os moradores junto às cinzas do que antes eram suas casas. Um dos nativos lhe disse: “Eles queimaram tudo, até minha Bíblia e meu livro de cânticos!” Olhando ao redor, o missionário percebeu que um pequeno pedaço de um jornal não havia se queimado. Ele o pegou e a única coisa que havia sobrado era: “Alegrem-se todos, o Senhor vem”. Após um pequeno momento em silêncio, ele disse: “Isso é suficiente para mim”.

Isso é mais que suficiente para todos nós! Jesus vem! Devemos nos alegrar por tão grande bênção. Não importa se as dificuldades aumentaram, se o dinheiro é escasso, se os sonhos ainda não se realizaram, se o sucesso está demorando a chegar, se não temos um carro novo, se nossa casa é pequena e distante da praia, se a nossa roupa não possui aquela etiqueta famosa, se está chovendo ou se o sol está escaldante, se nossos planos não estão alcançando o resultado desejado. O que importa é que o Senhor vem… Glória a Deus… alegremo-nos todos. Os inimigos sempre tentarão destruir a aldeia de nossa fé, o vilarejo de nossa esperança, a praça de nossa fidelidade, a cidade de nosso amor ao Senhor. Mas é inútil! Jesus vem e nada poderá nos separar dEle. Nada poderá tirar a alegria de nossos corações, nada poderá impedir que estejamos para sempre com Ele nos Céus. Você ainda se entristece com as cinzas de um insucesso qualquer? Anime-se! Regozije-se! Jesus vem e a sua felicidade durará para sempre.

(O.F)

Jesus Voltará!

JESUS, TEU AMOR SEM LIMITES POR MIM

Autor: Paul Gerhardt (1607-1676)

 

Jesus, teu amor sem limites por mim

Nenhum pensamento pode alcançar, nenhuma língua declarar:

Tece meu coração junto a Ti

E reina ali, sem rival algum.

Sou inteiramente teu e só teu:

Seja Tu minha Chama constante.

 

Um pouco sobre a vida de Paul Gerhardt

Paul Gerhardt é considerado o maior poeta de hinos em língua alemã da época do Barroco. A estrada da vida deste poeta não era nada fácil. E apesar disso, seus hinos estão cheios de palavras jubilosas.Ele nasceu no dia 12 de março de 1607 em Gräfenhainischen, nas proximidades da cidade de Wittenberg. Durante a metade de sua vida ele experimentou os horrores da Guerra dos 30 Anos (1618-48), marcada por peste, pilhagens e várias necessidades. Quando teve 10 anos de idade, durante sua época escolar em Grimma, ele perdeu o seu pai Christian Gerhardt, que era Burgomestre e Schöppenmeister [Juiz de paz], e dois anos depois, a mãe: Dorothea, filha de um pastor luterano.

 

 

Os Hinos de Paul Gerhardt

Paul Gerhardt seguiu, na sua vida, um caminho de humildade e renúncia voluntária. Não procurou glórias de poeta, mas com seus hinos queria servir a Deus. Ao todo ele criou 134 poesias em alemão e mais 14 em latim. Elas abrangem todas as áreas da vida cristã, de sorte que um hinólogo disse: Com suas criações pode-se compilar um hinário completo. Para a grande maioria delas a fonte era a própria Bíblia, principalmente o livro dos Salmos, e raras vezes outros hinos antigos em latim. Característico para muitos hinos de Paul Gerhardt é, nas últimas estrofes, a alegre certeza da ressurreição e vida eterna. O sol que dá luz e calor, anima e dá alegria, é um tema que aparece em muitos de seus hinos. Ele representa a graça de Deus.

 

 

Louvor a Deus mesmo na tristeza.
(de “O Amigo das Crianças” – Nº 39 – Ano 47 – 18-11-1984)

Paul Gerhardt viveu na Alemanha muito tempo atrás. Foi um dos mais importantes poetas de hinos da nossa Igreja. Nas suas canções ele louvava e agradecia a Deus, apesar de sua vida difícil e sofrida.

Seu pai fora estalajadeiro numa cidade da Alemanha. O pessoal do lugar gostava de se encontrar à noite na estalagem para conversar, contar as novidades do dia. Às vezes também chegavam viajantes de fora, os quais o pessoal do lugar ficava ouvindo, pois contavam coisas de outros lugares e cidades. Em algumas noites da semana, reunia-se no restaurante o coral da igreja, que ensaiava seus hinos para os cultos. Os dois filhos da família Gerhardt, que dormiam na parte de cima do hotel, ficavam ouvindo o pessoal cantar até caírem no sono. Muitas vezes cantavam junto e brincavam de coral.

Aconteceu então que viajantes vieram com a notícia de que uma doença muito grave estava invadindo vilas e cidades, matando as pessoas. Era uma peste perigosa, que já tinha acabado com cidades inteiras. Não se sabe ao certo como esta doença chegou à vila onde moravam os Gerhardt. Fato é que, de repente, o lugar foi invadido como por um animal selvagem. A peste caiu por cima dos parentes e conhecidos. Muitos tiveram que morrer. E, certo dia, também o velho hoteleiro, o pai de Paul, foi atingido pela peste, vindo a morrer. Paul tinha então dez anos. Dois anos mais tarde, também sua mãe faleceu.

Paul tinha um irmão. Os dois foram levados para um internato, uma escola na qual eles conviviam com os professores e outros alunos como numa grande família. Na escola, Paul não se esqueceu das noites em que, em casa, ficavam ouvindo o coral ensaiar. Parecia que as músicas estavam gravadas dentro dele. Aos poucos, ele começou a fazer seus próprios hinos, que cantavam em cultos e em outras apresentações. Mesmo sozinho na vida, sem família, as letras destas músicas estavam cheias de louvor e de agradecimento a Deus. Parece que suas músicas lhe davam conforto e espantavam seu sofrimento.

Mais tarde Paul começou a estudar Teologia. Ele queria ser pastor. Então veio uma época de sua vida de que não se sabe quase nada. Apenas sabe-se que foi professor. Certamente deixou os estudos por alguns anos, fazendo outras coisas para sustentar-se, pois era uma época difícil, de muitas guerras, fome e peste.

Depois de muitos anos, voltou a estudar e formou-se pastor com mais de quarenta anos. Casou-se e foi trabalhar numa comunidade em Berlim. O casal teve cinco filhos. O primeiro filho faleceu com um ano de idade. Algum tempo depois, faleceram mais três filhos, um após outro. A esposa de Paul também faleceu cedo. Restou-lhe apenas um filho, ao qual, antes de morrer, deixou como herança uma carta. Nesta carta Paul Gerhardt disse ao filho como ele deveria agir em relação a Deus e aos homens e pediu que se tornasse pastor para louvar a Deus.

Apesar de ter perdido quatro filhos e a esposa, Paul Gerhardt continuou a fazer hinos de louvor a Deus. Estes hinos que Gerhardt escreveu, existem ainda hoje. Muitos deles se encontram em nosso hinário Hinos do Povo de Deus.

 

 

A fé vem pelo ouvir: Testemunho de conversão de Tokichi Ichii

Um grande testemunho do poder da palavra de gerar e manter a fé encontra-se na história da conversão e execução de Tokichi Ichii – enforcado por assassinato em Tóquio em 1918. Ele fora colocado na prisão mais de 20 vezes e era conhecido como mais cruel que um tigre. Certa vez, depois de atacar um agente carcerário , foi amordaçado e algemado, e seu corpo foi pendurado de maneira que “meus pés mal tocavam o chão”. Mas ele teimosamente recusou-se a pedir perdão pelo que tinha feito.

Pouco antes de ser sentenciado à morte, duas missionárias, as senhoras West e MacDonald, enviaram a Tokichi um NovoTestamento. Depois de uma visita da senhora West, ele começou a ler a história do julgamento e execução de Jesus. Sua atenção foi atraída para a frase de Jesus: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”. Essa frase transformou a sua vida.

Eu gemi. Era como se um prego de quinze centímetros fosse enfiado em meu coração. O que esse versículo me revelou? Devo chamá-lo o amor do coração de Cristo? Devo chamá-lo sua compaixão? Não sei como chamá-lo. Só sei que, com um coração indescritivelmente grato, eu cri.

Tokichi foi sentenciado à morte e aceitou-a como “o julgamento justo e imparcial de Deus”. E a palavra que o levara à fé também sustentou sua fé de maneira surpreendente. Perto do fim, a senhora West remeteu-o às palavras de 2 Coríntios 6:8-10 sobre os sofrimentos dos justos. Essas palavras tocaram fundo o seu coração, e ele escreveu:

“Entristecidos, mas sempre alegres.” As pessoas dirão que eu devo ter um coração cheio de tristeza porque estou sempre diariamente à espera da execução da sentença de morte. Não é assim. Não sinto nem tristeza nem desânimo nem nenhum sofrimento. Trancado em uma cela de prisão de dois por três metros, estou infinitamente mais feliz do que estava nos dias em que eu pecava, quando não conhecia a Deus. Dia e noite (…) estou conversando com Jesus Cristo.

 

(Testemunho extraído do livro: Teologia da alegria – a plenitude da satisfação em Deus, do autor John Piper)

Cresci jejuando no Yom Kippur desde bem pequena. Já que morávamos a um bloco da sinagoga, membros da família e amigos frequentemente gastavam os intervalos das reuniões na casa de meus pais. Ainda relembro-me que por anos, perguntei ao meu pai, meus tios, primos, meu rabino: “Onde está o sacrifício? onde está? Se seguimos todas estas normas e regulamentos, onde está o sacrifício?

Depois que me tornei uma seguidora de Yeshua*, tudo isto passou a ter sentido para mim. Eu sei que esta pergunta que queimava em meu jovem coração, era o Espirito Santo direcionando-me para a vida expiatória de Jesus. Como sou grata pelo trabalho dele em mim e pelo coração questionador que Ele me deu!”

Assim como havia dois bodes (no dia da expiação), deve haver ambos um sacrifício pelo pecado e um “carregador dos pecados”. João viu Jesus vindo até ele quando estava batizando aqueles que se arrependiam no rio Jordão, e ele exclamou,

“Hineh! Seh haElohim ha’noseh hatat ha’Olam!’-  “Olhem! o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.”     CORDEIRO2

O Rei Davi entendeu isto. No salmo 25 ele pede perdão pelos pecados duas vezes. Contudo a palavra que frequentemente é traduzida como perdão no verso 18 é diferente daquela usada no verso 11; no primeiro a palavra significa “perdoar”, no segundo ela significa literalmente “carregar”. Perdão de pecados requer ambos um sacrifício de sangue para purificar, e um carregador dos pecados, pra toma-los sobre si. O verso 22 clama a Elohim para “redimir Israel de todas as suas tribulações.” Eles nunca poderão fazer isto por si mesmo, somente o Seu Deus pode prover redenção completa, e isto através do trabalho de Seu Filho: JESUS CRISTO.

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(*)  Ester, nome fictício de uma judia que se converteu a Cristo e mora em Israel.

(**)  Yeshua é o nome hebraico de Jesus.

O YOM KIPPUR e o testemunho de Ester*, uma seguidora de Jesus em Israel