Oitenta anos atrás um acontecimento trágico marcou a vida de muitos judeus que viviam na Alemanha. Estou postando algo que compartilhei aqui há quatro anos, quando participamos de uma marcha silenciosa feita por alguns moradores da cidade de Muellheim, na Alemanha.

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Ontem, dia 09 de novembro, fomos até a cidade de Muellheim participar de uma marcha silenciosa, relembrando esse triste acontecimento ocorrido a 76 anos atrás. Finalizamos a marcha no local onde no passado havia uma Sinagoga. Lá os líderes da marcha haviam colocado peças de roupas sobre uma mesa, e em cada peça estava escrito nomes de antigos moradores da cidade, ou seja, judeus-homens e mulheres que foram levados aos campos de concentração para morrer. Cada participante da marcha pode escolher um peça de roupa. Em seguida, fizemos a leitura dos nomes junto com a data de nascimento e deportação. As roupas foram penduras num varal que havia sido preparado pra ocasião. 

Eu e meu esposo encontramos nossa amiga Rose, que é moradora de Muellheim. Ela é esta elegante senhora na foto comigo.

Concluo este post com uma pequena descrição dos acontecimentos daquela noite, que traduzi de um site de notícias australiano:

“Na noite de 9 de Novembro de 1938, os sons de vidros sendo quebrados abalou o ar nas cidades por toda a Alemanha, enquanto incêndios em todo o país consumia sinagogas e instituições judaicas. Ao final do tumulto, gangues de tropas de assalto nazistas haviam destruído 7000 empresas judaicas, incendiado cerca de 1400 sinagogas, matado 91 judeus e deportado cerca de 30.000 homens judeus para campos de concentração “. Esta foi a Kristallnacht ou a Noite dos Vidros Quebrados. Que foi também uma noite de terror, de morte e de destruição… quando os judeus foram despojados de sua dignidade, a sua segurança, de seus direitos humanos e seus meios de subsistência “. (“Kristallnacht’s Aboriginal hero”: The Australian Jewish News, p.12; 8 November 2013.).